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23/05/2021

Por que é provável que tenhamos 'contaminado' Marte com vida

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Foto: NASA/JPL-CALTECH

Será que um rastro de bactéria ou esporo vindo da Terra foi acidentalmente transportado para o espaço e sobreviveu à jornada para fazer do planeta vermelho seu novo lar?

 O fato de podermos percorrer a superfície de Marte é extraordinário.

 

O robô Perseverance, que é do tamanho de um carro, pousou em segurança na superfície marciana no dia 18 de fevereiro. Só pode avançar a uma velocidade máxima de 152 metros por hora, mas carrega em si uma série de instrumentos com os quais fez experimentos com resultados revolucionários.

 

A bordo do robô de três metros de comprimento está uma máquina que converteu o ar marciano (fino e cheio de dióxido de carbono) em oxigênio, bem como um helicóptero que fez o primeiro voo motorizado em outro planeta.

 

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O helicóptero, chamado Ingenuity, fez três voos bem-sucedidos, cobrindo distâncias cada vez maiores.

 

Mas é possível que algo mais tenha chegado a Marte com todos esses dispositivos? Será que um rastro de bactéria ou esporo vindo da Terra foi acidentalmente transportado para o espaço e sobreviveu à jornada para fazer do planeta vermelho seu novo lar?

 

'Quase impossível' de evitar

 

A NASA e seus engenheiros do Jet Propulsion Laboratory (JPL) têm protocolos precisos e abrangentes para garantir que suas espaçonaves estejam livres de quaisquer organismos que possam inadvertidamente entrar em uma missão espacial.

 

No entanto, dois estudos recentes expõem como alguns organismos podem ter sobrevivido ao processo de limpeza e também à viagem a Marte, bem como a rapidez com que as espécies microbianas podem evoluir no espaço.

 

Em primeiro lugar, vamos abordar como o Perseverance foi construído, bem como a maioria das espaçonaves fabricadas na Spacecraft Assembly Facility (SAF) do JPL.

 

As naves são construídas meticulosamente, camada por camada, como uma cebola, e cada parte é limpa e esterilizada antes da montagem. Essa metodologia garante que quase nenhuma bactéria, vírus, fungo ou esporo contamine o equipamento que será enviado em uma missão.

 

A Nasa tem protocolos rígidos para áreas estéreis que visam minimizar a contaminação biológica de veículos espaciais — Foto: Nasa/JPL-Canaltech

A Nasa tem protocolos rígidos para áreas estéreis que visam minimizar a contaminação biológica de veículos espaciais 

 

Eles são construídos em salas com filtros de ar e procedimentos de controle biológico rigorosos, projetados de forma a garantir que apenas algumas centenas de partículas possam estar presentes e, idealmente, não mais do que algumas dezenas de esporos por metro quadrado.

 

Mas é quase impossível ter biomassa zero.

 

Os micróbios estão na Terra há bilhões de anos e estão em toda parte. Eles são encontrados em nossos corpos e ao nosso redor. Alguns podem se infiltrar até nos lugares mais estéreis.

 

Como saber?

 

No passado, os testes de contaminação biológica baseavam-se na capacidade de aumentar a vida (em colheitas) a partir de amostras retiradas de um objeto, como uma nave espacial.

 

Agora usamos métodos mais novos. Pegamos uma determinada amostra, extraímos todo o DNA e então fazemos uma "abordagem da escopeta" ou sequenciamento shotgun.

 

O termo é usado porque é como colocar as células da amostra em uma espingarda, "disparando" em bilhões de pequenos pedaços de DNA e, em seguida, sequenciando cada pedaço.

 

Cada sequência "lida" pode ser atribuída a genomas de espécies conhecidas que já estão presentes em bancos de dados de sequenciamento.

 

Como agora podemos sequenciar todo o DNA que está presente em ambientes estéreis, e não apenas aqueles que podem ser cultivados, temos uma imagem mais completa de quais tipos de micróbios podem ser encontrados lá e se eles poderiam sobreviver ao vácuo do espaço.

 

Nos ambientes estéreis do JPL, foram encontradas evidências de micróbios que podem ser problemáticos durante as missões espaciais.

 

Esses organismos possuem um maior número de genes de reparo de DNA, o que lhes confere maior resistência à radiação, são capazes de formar biofilmes (comunidades biológicas com um elevado grau de organização) em superfícies e equipamentos, sobrevivem à dessecação (perda de umidade) e prosperam em ambientes frios.

 

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Acontece que nesses ambientes estéreis um processo de seleção evolucionária pode estar ocorrendo para os insetos mais resistentes que mais tarde teriam uma chance maior de sobreviver a uma viagem a Marte.

 

Fonte: G1

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