Um novo estudo genético internacional trouxe uma explicação mais detalhada para os enjoos na gravidez, mostrando que o problema não é apenas hormonal ou “normal da gestação”, mas também tem forte influência genética.
A pesquisa indica que uma condição mais intensa, conhecida como hiperêmese gravídica, está ligada a variações em genes específicos, com destaque para o gene GDF15, que influencia a regulação do apetite, náuseas e resposta do organismo à gravidez.
Segundo os cientistas, algumas mulheres têm maior sensibilidade a esse hormônio, o que pode fazer com que o corpo reaja de forma exagerada durante a gestação, provocando náuseas mais fortes e até vômitos persistentes.
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O estudo também identificou outros genes associados ao problema, sugerindo que o enjoo não depende de um único fator, mas de um conjunto de mecanismos biológicos ligados ao metabolismo, ao sistema nervoso e à adaptação do organismo à gravidez.

Foto: Reprodução
Na prática, isso ajuda a explicar por que algumas gestantes quase não sentem enjoos, enquanto outras sofrem de forma intensa e incapacitante. Também reforça a ideia de que não se trata de “fraqueza” ou algo psicológico, mas de uma condição com base biológica mensurável.
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Pesquisadores afirmam que essas descobertas podem abrir caminho para novos tratamentos e até estratégias de prevenção em mulheres que apresentam maior risco de desenvolver os quadros mais graves.