Para algo tão comum, o envelhecimento capilar continua sendo estranhamente misterioso
Cada fio de cabelo nasce quase transparente, e sua cor depende da melanina, aquele pózinho que define se o cabelo será escuro, loiro ou algo no meio. Com o tempo, as células que produzem pigmento vão desacelerando ou simplesmente param de funcionar, e os fios começam a ficar grisalhos. Eles ficam mais rígidos, crescem um pouco mais rápido e nem sempre são fáceis de domar. Alguns aceitam como sinal do tempo, outros tentam esconder ou pintar.
O que sabemos até agora é que o cabelo não fica grisalho de uma vez. Cada folículo tem seus próprios melanócitos e um estoque de células-tronco para repor os pigmentos. Quando esses melanócitos param de funcionar mas o estoque ainda existe, há chance de repigmentação. Pequenos estudos mostram que estresse pode clarear o cabelo, enquanto períodos de menor tensão podem fazer a cor voltar. Em casos raros, tratamentos como quimioterapia ou imunoterapia também provocaram repigmentação.
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Genética é um fator importante: os pais e avós dão pistas sobre quando você começará a ter fios brancos. Mas estilo de vida também conta: parar de fumar, dormir bem, reduzir estresse e manter uma alimentação rica em antioxidantes podem ajudar a preservar o pigmento. Deficiências graves de ferro ou vitamina B12 podem acelerar o processo, mas são raras, e suplementos não têm comprovação de efeito direto nos folículos.
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Medicamentos e doenças podem causar envelhecimento capilar precoce, e, em alguns casos, a cor pode voltar se a causa for tratável. Para a maioria, não há milagre: o melhor é aceitar o tempo e adotar hábitos saudáveis. Pequenas mudanças somadas fazem diferença, mesmo que o grisalho continue surgindo fio a fio.