Então, onde está esse ouro? Quanto dele está vazando e o que isso significa para o futuro?
Há muito tempo se sabe que quase todo o ouro do mundo está escondido no núcleo da Terra, centenas de quilômetros abaixo da superfície. No entanto, um novo estudo revelou que parte dele está vazando do núcleo para o manto, chegando à crosta terrestre.
O estudo foi publicado em 21 de maio de 2025 no Nature Journal e mudou completamente a maneira como os geólogos entendem a dinâmica interna do nosso planeta.
“Quando os primeiros resultados chegaram, percebemos que tínhamos literalmente encontrado ouro. Nossos dados confirmaram que material do núcleo, incluindo ouro e outros metais preciosos, está vazando para o manto terrestre”, afirma o autor principal do artigo, o geoquímico Nils Messling, em comunicado.
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De acordo com os cientistas, mais de 99% do ouro terrestre está concentrado no núcleo metálico. Para se ter uma ideia, se fosse trazida à superfície, a quantidade cobriria toda a Terra com uma camada de 50 centímetros do metal precioso.
A equipe de pesquisa descobriu que os metais nobres chegam à crosta terrestre vindos do núcleo, a parte mais profunda do planeta, através de um processo demorado chamado convecção do magma.
RUTÊNIO É A CHAVE PARA DESCOBERTA
Os pesquisadores analisaram rochas vulcânicas do Havaí, nos Estados Unidos, que vieram de regiões profundas do manto. Nelas havia rutênio, um elemento químico pesado, precioso e parecido com platina.

O rutênio do núcleo possui isótopos ligeiramente diferentes das variantes do metal encontradas no manto normal e, para detectar a origem da substância, os cientistas desenvolveram novas técnicas de análise. Os testes provaram que ele vazou do núcleo para o manto e, posteriormente, para a crosta.
O elemento químico nobre estudado faz parte de um grupo de metais chamados siderófilos e todos eles, incluindo o ouro, foram parar no núcleo quando a Terra era jovem e primitiva. De acordo com os cientistas, se o rutênio está vazando do núcleo, outros metais como o ouro também estão.

“Nossas descobertas mostram que o núcleo da Terra não é tão isolado quanto se supunha anteriormente”, diz o coautor e geoquímico Matthias Willbold.
Novos desdobramentos podem surgir após o estudo alemão, ajudando a comunidade científica a entender como metais preciosos chegam à costa terrestre, além de compreender como esse processo funciona em outros planetas.

Fotos:Reprodução
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Fonte:MSN