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Por vídeos de 'pegadinhas' e em unidades de saúde, Gabriel Monteiro foi condenado a pagar mais de R$ 240 mil em indenizações
Foto: Reprodução

Solto na noite desta sexta-feira (21), quando deixou o Presídio Pedrolino Werling de Oliveira (Bangu 8), na Zona Oeste do Rio, o ex-vereador Gabriel Monteiro, continua respondendo por crimes como estupro e assédio sexual em pelo menos três ações penais.

 

Além disso, ele também é réu em processos cíveis por danos morais por vídeos que ele publicou em suas redes sociais. Em ao menos dez ações ele foi condenado a pagar R$ 242 mil em indenizações por "pegadinhas" ou imagens gravadas em unidades de saúde quando era vereador.

 

Em um dos processos, o ex-PM foi condenado a pagar R$ 10 mil a um homem que participou de uma pegadinha sobre racismo. O vídeo foi gravado em Copacabana, na Zona Sul do Rio, e segundo a vítima, ele foi constrangido e induzido por Gabriel Monteiro, fardado, a indicar que um ator negro havia participado de um roubo.

 

Depois, passou a ser chamado de racista. A defesa do ex-vereador alegou, no entanto, que era um experimento social gravado em via pública e que suas redes sociais tinham a função de "difusão de informações, ideias, posições políticas, por vezes de forma objetiva e de interesse público, por vezes com o intuito de descontração".

 

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Gabriel Monteiro também ficou conhecido nas redes por vídeos de fiscalizações em unidades de saúde, sobretudo em emergências públicas cariocas. No entanto, em alguns casos ele foi condenado a pagar indenizações a funcionários desses estabelecimentos. Em uma das ações, um médico que trabalhava na UPA de Senador Camará, na Zona Oeste do Rio, alegou que foi ridicularizado pelo ex-vereador, que teria ainda dado voz de prisão durante um plantão de madrugada.

 

O profissional diz ainda que estava em sua hora de repouso quando foi filmado, o que é um direito garantido por lei. Apesar da defesa de Gabriel Monteiro alegar que agiu dentro de suas prerrogativas, já que ele era vereador na época, a Justiça entendeu que ele ultrapassou as legalidades:

 

"Os vídeos demonstram que o réu tem uma visão distorcida dos poderes que tais artigos estabelecem e da atividade de um vereador (...) o livre acesso a repartições públicas municipais não permite o evidente abuso de poder registrado nas imagens apresentadas (...) Os vídeos mostram a inadequada intervenção do réu, que mexe no computador do hospital para fiscalizar atendimentos, além de ingressar, de forma agressiva, fazendo ironias e provocações, nos dormitórios dos médicos, retirando-os do período de descanso e ordenando que voltem para o trabalho, com ameaças de prisão por desacato", destacou em sua sentença o juíz Luiz Eduardo de Castro Neves, que condenou Monteiro a pagar R$ 20 mil de indenização.

 

Com processos tramitando em segredo de Justiça, o ex-vereador Gabriel Monteiro, solto nesta sexta-feira (21), quando deixou o Presídio Pedrolino Werling de Oliveira (Bangu 8), na Zona Oeste do Rio, é réu em pelo menos três ações penais. Além da acusação de assédio sexual e estupro, que o manteve preso desde novembro de 2022, quando teve o mandato cassado, ele também responde a crimes como vazamento de vídeo íntimo, calúnia e difamação.

 

Segundo a denúncia oferecida pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) à Justiça, em 2022, que levou Gabriel à prisão, uma mulher de 22 anos afirmou que ele a forçou a manter relações sexuais, depois de lhe apontar uma arma. O ex-parlamentar também é réu por filmar relações sexuais com uma adolescente e por ter acusado o empresário Rafael Sorrilha de tentar forjar provas para incriminá-lo.

 

Na denúncia feita em abril de 2022, o MPRJ informou à Justiça que Gabriel Monteiro filmou através de telefone celular cena de sexo explícito com uma adolescente que, na ocasião, tinha 15 anos, na academia do condomínio de luxo em que morava, na Barra da Tijuca. Na época, o ex-vereador informou à polícia, durante investigação sobre o vazamento do vídeo, que a adolescente afirmou ter 18 anos. O caso tramita na 28ª Vara Criminal da Capital e não há informações sobre o andamento do processo.

 

Na ação cível que o empresário Rafael Sorrilha moveu em março de 2022 contra Gabriel, que o associou à máfia de reboques, o ex-vereador foi condenado, mas recorreu.

 

Gabriel Monteiro usou redes sociais em para afirmar que é vítima de um complô de um suposto esquema envolvendo reboques na cidade do Rio, liderado por Sorrilha. Em outubro do ano passado, a Justiça determinou que o ex-vereador retirasse as postagens do ar, o que não foi feito até hoje, e que pagasse R$ 50 mil de danos morais. Ele recorreu e o recurso ainda não foi julgado.

 

Gabriel Monteiro foi beneficiado por uma decisão Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que concedeu liberdade ao ex-parlamentar, com medidas cautelares. Por determinação da 34ª Vara Criminal do Rio, ele terá que usar tornozeleira eletrônica e está proibido de deixar o Rio. A Justiça também determinou o comparecimento periódico em juízo e a proibição de manter contato com a vítima — o ex-vereador foi acusado de forçar relações sexuais com uma mulher de 22 anos após lhe apontar uma arma, em julho de 2022. Ele ainda teria tentado filmar a relação sexual.

 

— Acredito que Deus está fazendo Justiça por mim — disse Monteiro, ao deixar a cadeia. O processo corre em segredo de Justiça. O ex-vereador tem cinco dias para se apresentar para a colocação da tornozeleira. Ele foi preso em novembro de 2022, após se apresentar a uma delegacia em Niterói. Na ocasião, ele já havia perdido seu mandato de vereador, por quebra de decoro parlamentar.

 

De acordo com o RJ2, da TV Globo, a 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) aceitou, por unanimidade, recurso da defesa, substituindo a prisão preventiva por medidas cautelares.

 

Procurada, a defesa de Gabriel Monteiro informou que os processos deles são sigilosos e, por esse motivo, não poderia passar informações.
Ex-integrante do grupo Movimento Brasil Livre (MBL), Monteiro foi o terceiro vereador mais votado do Rio em 2020 pelo PSD (depois foi para o PL), ficando atrás de Carlos Bolsonaro (então do Republicanos, hoje no PL) e Tarcísio Motta (PSOL).

 

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Durante o mandato, criou polêmica ao invadir instalações públicas sob o pretexto de fiscalizar as condições de funcionamento desses locais. Sempre cercado por assessores, produzia imagens para seus vídeos monetizados nas redes sociais. A estimativa é que faturava R$ 300 mil por mês com as produções.

 

Fonte:Extra
 

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