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Carnaval 2020
26/02/2020

Portela ganha o Tamborim de Ouro, do Jornal O DIA, na categoria Escola de Ouro.

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Foto: Reprodução

Em busca do 23º título, a azul e branca de Madureira encantou o público com enredo que contava a história dos povos indígenas do Rio antes da colonização

O sol raiava quando a Portela entrou na avenida, já na segunda-feira, apresentando o enredo "Guajupiá, terra sem males", uma homenagem aos povos indígenas que viviam no Rio de Janeiro antes da chegada dos colonizadores.

 

Uma comissão de frente de tirar o fôlego - com a encenação de um ritual antropofágico e coreografia de Carlinhos de Jesus -, alegorias perfeitas e fantasias luxuosas, entre outras qualidades, renderam à escola o troféu Tamborim de Ouro, do Jornal O DIA, na categoria Escola de Ouro.

 

Quase 3 mil foliões deram seus votos, por meio do site de O DIA, em nove categorias: Escola de Ouro, A Voz da Avenida, Comissão Sensação, Samba do Ano, Casal Nota 10, Baianas, Rainha, Bateria Show e Carnavalesco. A azul e branca levou também os troféus Bateria Show, Baianas, Casal Nota 10 (Marlon Lamar e Lucinha Nobre) e A Voz da Avenida (Gilsinho).

 

 

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A Mangueira, que levou o troféu de melhor escola no ano passado, concorreu com a azul e branca voto a voto em todas as categorias, levando a melhor em três: Carnavalesco (Leandro Vieira), Samba do Ano ('A Verdade vos Fará Livre', de autoria do casal Manu da Cuíca e Luiz Carlos Máximo) e Comissão Sensação, que contava a história de um Jesus morador de comunidade.

 

Se a impressão do público estiver em sintonia com a avaliação dos jurados, as escolas que desfilarão no Sábado das Campeãs serão: Portela, Mangueira, Viradouro, Mocidade, Beija-Flor e Vila Isabel.

 

Rainha das rainhas

 

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Fotos: Reprodução

 

Com 13 anos à frente da bateria do Salgueiro, Viviane Araújo brilhou mais uma vez. A musa, que veio de cigana, encantou o público com muita simpatia, beleza e samba no pé. Não podia dar outra: ela levou o Tamborim de Ouro na categoria Rainha.

 

Confira o resultado do Tamborim de Ouro 2020

 

Escola de Ouro - Portela

 

Carnavalesco - Leandro Vieira (Mangueira)

 

Bateria Show - Portela

 

Baianas - Portela

 

Casal Nota 10 - Marlon Lamar e Lucinha Nobre (Portela)

 

Samba do Ano - ‘A Verdade vos Fará Livre’, de Manu da Cuíca e Luiz Carlos Máximo (Mangueira)

 

Comissão de Frente - Mangueira

 

A Voz da Avenida - Gilsinho (Portela)

 

Rainha - Viviane Araújo (Salgueiro)

 

Equilíbrio inédito na Sapucaí

 

Não há registro, na história recente dos desfiles do Grupo Especial, de disputa tão ampla e equilibrada quanto a de 2020. Pelo menos sete escolas, quatro de domingo e três de segunda, podem sair hoje da Apoteose com o troféu mais cobiçado.

 

A Portela, que conquistou o Tamborim de Ouro, fez um desfile belíssimo e empolgante, e ainda arrastou atrás de si a plateia do Sambódromo no final da apresentação de domingo, aos gritos de "é campeã". Mas... Teve falhas na Comissão de Frente que podem lhe custar pontos preciosos.

 

A Mangueira também impressionou com seu enredo destemido. As imagens da rainha de bateria, Evelyn Bastos, representando Jesus e sem sambar, certamente vão ficar entre as mais marcantes deste Carnaval. A escola, contudo, pareceu apática em alguns momentos, e deve perder pontos em harmonia e evolução.

 

Sete escolas na disputa pelo título

 

Niveladas mais pelos erros que pelos acertos, outras cinco agremiações, além de Portela e Mangueira, estão na disputa. A Viradouro veio riquíssima e com paradas ousadas da bateria do Mestre Ciça. Mas passou com uma de suas alegorias apagada boa parte da pista, algo que os jurados não costumam relevar. Para completar o equilíbrio do desfile de domingo, a surpreendente Grande Rio teve belas alegorias, mas falhou em evolução.

 

O desfile de segunda teve como destaques Vila Isabel, Salgueiro e Mocidade. Nenhuma delas 'sobrou na turma'. A Vila passou bem (talvez a que menos errou), o Salgueiro pecou em evolução, assim como a Beija-Flor. Já a Mocidade ficou devendo em alegorias, na linda homenagem a Elza Soares.

 

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Ou seja, foi um nivelamento muito mais pelos erros do que pelas virtudes. Algo nunca antes visto nesse século na Marquês de Sapucaí.

 

O Dia

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