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Porto do Açu sai em busca de data centers
Foto: Reprodução

O Porto do Açu está em busca de data centers. De olho na pujança do segmento diante da emergência da inteligência artificial, o complexo privado de porto-indústria do Norte Fluminense quer se posicionar como um hub de centrais de processamento. A ideia é destacar, junto a players do setor, os atributos do empreendimento — da disponibilidade de energia e água à proximidade de cabos submarinos.

 

Em agosto, o Porto do Açu — controlado pela Prumo Logística e pela Porto de Antuérpia-Bruges Internacional — assinou um memorando de entendimento com a Consag (da Andrade Gutierrez) e a Vertin para estudar a viabilidade de implantação de até 1 GW (gigawatt) de capacidade em data center dentro do empreendimento.

 

— Estamos nos preparando para ser um dos principais destinos de investimentos dessa indústria nos próximos anos — diz Frederico Moura, responsável pela área de estratégia e novos negócios do Porto do Açu.

 

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Dentro da estratégia, o Porto do Açu contratou a consultoria imobiliária JLL, que produz estudos e relatórios sobre o setor de data centers, como “parceira exclusiva” para a comercialização das áreas.

 

Para atrair clientes potenciais, a JLL vem destacando, no mercado, a disponibilidade energética do Porto do Açu. Segundo levantamento da consultoria, o empreendimento tem acesso, por exemplo, a uma linha de transmissão de 500 kV (quilovolts), com 1 GW em fase de comissionamento e possibilidade de expansão para até 4 GW. O Porto do Açu também tem potencial de geração de energia eólica e solar projetado de até 2,5 GW em 2032.

 

— A capacidade e a disponibilidade de energia são fatores críticos para os data centers, que necessitam de fornecimento ininterrupto e sistemas redundantes para garantir a continuidade das operações. Para além do consumo imediato, é importante considerar a capacidade futura, prevendo eventuais expansões e o aumento da demanda — disse Bruno Porto, gerente de negócios imobiliários das áreas Industrial, Logística e Data Center da JLL.

 

A JLL também está “vendendo” a conectividade do empreendimento: o Porto do Açu fica a 40 km da estação de cabos submarinos da Embratel, em Atafona, à qual está conectado com capacidade de 10 Gb e possibilidade de expansão para 100 Gb.

 

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“Também há uma rota secundária para Campos dos Goytacazes, garantindo redundância e segurança para a transmissão de dados”, diz estudo da JLL. 

 

Fonte: O Globo

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