Considerados um dos povos precursores da agricultura, os natufianos utilizavam a argila de forma simbólica e educacional
Muito antes da agricultura surgir, um povo pré-histórico já surpreendia com algo inesperado. Os natufianos, considerados precursores da vida sedentária, já produziam objetos simbólicos feitos de argila e o mais curioso é que até crianças participavam dessa atividade.
Os artefatos têm cerca de 15 mil anos e foram encontrados no norte de Israel, região que fazia parte do antigo Levante. Ao todo, 142 peças foram identificadas, sendo consideradas as mais antigas já descobertas no Sudoeste Asiático.
A descoberta chamou atenção de pesquisadores porque muda o que se sabia até agora. Segundo o arqueólogo Laurent Davin, responsável pelo estudo, a relação entre argila, simbolismo e sedentarismo pode ter começado muito antes do que se imaginava.
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As peças são pequenas, muitas feitas com ocre vermelho, e incluem diferentes tipos de contas. A variedade e quantidade indicam que esses objetos não eram apenas decorativos, mas funcionavam como uma forma de comunicação visual entre os membros do grupo.
Outro detalhe impressionante é que grande parte das peças imita o formato de plantas consumidas pelos natufianos. Isso sugere que a natureza tinha um valor simbólico importante, indo além da simples fonte de alimento.
Ao analisar as impressões digitais deixadas nos objetos, os cientistas descobriram que eles foram produzidos por pessoas de diferentes idades, incluindo crianças. Isso reforça a ideia de que a produção tinha também um papel educativo, ajudando a transmitir conhecimento e valores entre gerações.
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Antes, acreditava-se que o uso simbólico da argila só teria surgido com a agricultura. Agora, a nova descoberta mostra que mudanças sociais e cognitivas já estavam acontecendo muito antes disso.