Desde então, candidatos passaram a buscar apoio financeiro diretamente de eleitores e apoiadores por meio de plataformas digitais autorizadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
Os pré-candidatos às eleições de 2026 já estão autorizados, a partir desta sexta-feira (15), a iniciar a arrecadação de recursos para as futuras campanhas eleitorais. A medida inclui a possibilidade de uso do financiamento coletivo pela internet, conhecido popularmente como “vaquinha virtual”.
A modalidade de arrecadação foi regulamentada pela Justiça Eleitoral após a proibição das doações empresariais pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Desde então, candidatos passaram a buscar apoio financeiro diretamente de eleitores e apoiadores por meio de plataformas digitais autorizadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Segundo especialistas em direito eleitoral, o financiamento coletivo permite que campanhas sejam sustentadas principalmente por pequenas contribuições individuais. Apesar disso, os valores arrecadados antes da oficialização da candidatura ficam temporariamente retidos nas plataformas até que o candidato obtenha registro formal junto à Justiça Eleitoral.
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Para que o dinheiro seja liberado, é necessário que o candidato tenha CNPJ de campanha e conta bancária específica aberta após a convenção partidária. As convenções estão previstas para ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto, enquanto os registros de candidatura poderão ser apresentados até 15 de agosto.
A legislação eleitoral também estabelece regras rígidas para as doações. O limite permitido para contribuições realizadas diretamente pelas plataformas digitais é de R$ 1.064,09 por dia por doador. Valores superiores precisam ser feitos por meios rastreáveis, como Pix, transferência bancária identificada ou cheque nominal.

Foto: Reprodução
Apesar da autorização legal, especialistas afirmam que o financiamento coletivo ainda possui baixa adesão no Brasil. Nas últimas eleições presidenciais, apenas uma pequena parcela do eleitorado realizou doações espontâneas para campanhas políticas.
Mesmo assim, algumas campanhas conseguiram arrecadações milionárias utilizando esse modelo. Em eleições anteriores, nomes como Jair Bolsonaro e Guilherme Boulos registraram forte engajamento digital e receberam grandes quantias por meio das vaquinhas virtuais.
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Para as eleições de 2026, a expectativa é que o uso das plataformas digitais cresça ainda mais, principalmente diante da ampliação das campanhas online e do fortalecimento das redes sociais como ferramenta política. Partidos e pré-candidatos já começaram a estruturar estratégias de arrecadação para mobilizar apoiadores nos próximos meses.