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Política no Amazonas
Prefeito cassado pelo TRE-AM, Matulinho Braz deixa a saúde de Caapiranga abandonada. VEJA VÍDEO
Foto: Divulgação

Imagens compartlhadas com nossa redação, mostra a Unidade Básica de Saúde (UBS) da comunidade São José de Araras, em Caapiranga no interior do Amazonas, completamente deteriorada, sem condições alguma de atender a população do município.

 

As imagens mostram a precariedade da estrutura, com paredes destruídas, equipamentos sucateados e ausência total de manutenção.

 

A situação é o retrato do caos na saúde pública de Caapiranga, considerada hoje um ds piores municípios do estado do Amazonas, muito por conta da má gestão do prefeito Matulinho Braz (UB), a quem não tinha qualquer experiência na vida política, mas com ajuda do tio, o ex-prefeito Francisco Andrade Braz, mais conhecido como “Tico Braz”, conseguiu vencer as eleições de 2024.

 

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O cenário é de abandono, com prédios em ruínas, falta de medicamentos, ausência de médicos, carência de consultas e exames, levando a população a um sofrimento nunca antes visto no município.

 

Mesmo diante desse colapso, as emendas destinadas à saúde de Caapiranga em 2025 já somam R$ 3,750 milhões, segundo dados oficiais. No total, o município recebeu R$ 14.562.331,62 (quatorze milhões, quinhentos e sessenta e dois mil, trezentos e trinta e um reais e sessenta e dois centavos) em repasses públicos somente neste ano.

 

Esses recursos, conforme registros do Fundo Nacional de Saúde (FNS), tinham destinação específica para a atenção básica e estrutura da saúde municipal, incluindo reforma e manutenção de unidades, aquisição de insumos, equipamentos, ambulatórios e fortalecimento da rede básica de atendimento.

 

Mesmo assim, nenhum investimento efetivo é percebido pela população, que enfrenta postos sucateados e total falta de assistência médica. A realidade das comunidades rurais é de abandono e sofrimento, enquanto milhões são repassados aos cofres do município.

 

A responsabilidade recai sobre a gestão do prefeito Matulinho, cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), símbolo de uma administração marcada por denúncias de má gestão, descaso e falta de transparência no uso do dinheiro público.

 

Diante desse quadro alarmante, é urgente a intervenção e investigação do Ministério Público do Amazonas (MPAM), do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM) e da Polícia Federal (PF) para apurar onde e como foram aplicados os recursos destinados à saúde de Caapiranga.

 

PREFEITO E VICE CASSADOS NO TRE-AM POR ABUSO DE PODER

 

Após denúncias feitas no Portal Abutre da Notícia, o Ministério Público Eleitoral (MPE), pediu a cassação dos diplomas do prefeito Matulinho Xavier Braz (UB), e do vice-prefeito Jorge Martins Sobrinho (UB) por abuso de poder político e econômico, e o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), acatou esse pedido.

 

De acordo com a denúncia feita no Portal Abutre e posteriormente apresentada pelo MPE ao TRE-AM, o ex-prefeito de Caapiranga Francisco Andrade Braz, cometeram crime eleitoral ao utilizar a máquina administrativa em benefício da candidatura do sobrinho Matulinho Braz e seu vice, Jorge Sobrinho, nas eleições de 2024.

 

O TRE-AM acatou a solicitação do MPE e cassou os diplomas de Matulinho Braz e de seu vice Jorge Martins Sobrinho, além de declarar os dois políticos inelegíveis por oito anos, contando a partir do pleito de 2024.

 

Já o ex-prefeito Francisco Andrade Braz, mais conhecido como “Tico Braz”, foi condenado ao pagamento de uma multa no valor de 50 mil UFIRs, equivalente a R$ 50 mil reais.

 

CRIMES ELEITORAIS COMETIDOS

 

Foto:Reprodução

 

A promotoria eleitoral apontou que a gestão municipal de Tico Braz em Caapiranga, teria realizado contratações irregulares de servidores públicos em período proibido pela legislação eleitoral, prática que pode configurar uso da máquina administrativa em benefício de candidaturas.

 

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Além disso, o MPE acusa os envolvidos de promoverem perseguições políticas contra opositores, o que, segundo o órgão, desequilibrou a disputa eleitoral no município. O parecer destaca que tais condutas violam princípios básicos da igualdade entre candidatos, afetando diretamente a lisura e a competitividade do processo democrático em Caapiranga.

 

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