O prefeito de Camboriú, Leonel Pavan (PSD), criticou duramente a possibilidade de o PL lançar Carlos Bolsonaro como candidato ao Senado por Santa Catarina, classificando a articulação como uma “loucura” e um desrespeito ao eleitorado catarinense.
Em entrevista ao portal Catarina Notícias, Pavan afirmou que a estratégia ignora a realidade política do estado e trata Santa Catarina como espaço para interesses externos.
“Acho uma loucura o que o PL está fazendo em Santa Catarina. Trazer um vereador lá do Rio só para ser candidato, como se nós fôssemos um balcão de negócios, que vai por emoção. Isso é uma loucura”, declarou o prefeito.
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Segundo ele, a movimentação passa a impressão de que o estado estaria sendo usado apenas como uma alternativa eleitoral. Apesar das críticas, Pavan reconheceu que a decisão final cabe ao partido, mas lamentou o atual cenário político. Para o prefeito, a polarização extrema representa uma “ignorância enorme” e não contribui para o fortalecimento do debate público.
Carlos Bolsonaro renunciou ao cargo de vereador do Rio de Janeiro e transferiu seu domicílio eleitoral para Santa Catarina com o objetivo de disputar uma vaga no Senado. As mudanças ocorreram em dezembro do ano passado. Ele exercia o mandato na Câmara Municipal do Rio desde 2001.
Dentro do PL, a possível candidatura tem gerado tensões na direita catarinense. Parte dos aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro defende o nome da deputada federal Caroline de Toni (PL) para a segunda vaga ao Senado pelo estado. Também é cogitada a possibilidade de apoio ao senador Esperidião Amin (PP).
A disputa interna ganhou repercussão após Caroline de Toni entrar em confronto público, nas redes sociais, com Carlos e Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Em dezembro, aliados da deputada divulgaram vídeos e mensagens defendendo sua candidatura.
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Leonel Pavan foi vice-governador de Santa Catarina entre 2007 e 2010, chegando a assumir o governo de forma interina após a renúncia do então governador. Ele também é pai da prefeita de Balneário Camboriú, município onde Jair Renan Bolsonaro, irmão de Carlos, exerce seu primeiro mandato como vereador.