Levantamento nacional mostra que 60% das entrevistadas temem a doença, enquanto dúvidas sobre a vacinação contra o vírus sincicial respiratório ainda persistem.
A preocupação com a bronquiolite e o vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador da doença em bebês, aumentou entre gestantes brasileiras. Os dados são de uma pesquisa realizada pelo Instituto Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipec), a pedido da Pfizer, que avaliou o conhecimento das mulheres sobre a doença e as formas de prevenção.
O levantamento ouviu 530 gestantes com idades entre 18 e 45 anos, de todos os estados brasileiros. Segundo os resultados, 70% das entrevistadas afirmaram conhecer ou já ter ouvido falar do VSR, percentual superior aos 58% registrados em 2024.
Apesar do avanço na informação, o estudo identificou dúvidas importantes sobre a doença e a imunização. Cerca de 79% das participantes apresentaram pelo menos uma dúvida ou percepção equivocada sobre o tema, enquanto apenas 13% responderam corretamente a todas as afirmações avaliadas.
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A bronquiolite foi apontada como a doença infecciosa que mais preocupa as gestantes, sendo mencionada por 60% das entrevistadas. Em 2024, esse percentual era de 40%. A enfermidade afeta principalmente crianças menores de dois anos e pode provocar dificuldade respiratória, necessidade de hospitalização e, nos casos mais graves, risco de morte.
O vírus sincicial respiratório é responsável por grande parte dos casos de bronquiolite em crianças pequenas. A infecção pode começar com sintomas semelhantes aos de um resfriado, como coriza, tosse e febre, mas também pode evoluir para respiração acelerada, chiado no peito e dificuldade para se alimentar.
A pesquisa também apontou aumento no conhecimento sobre a vacinação durante a gravidez. Em 2026, 72% das participantes disseram saber da existência de um calendário vacinal específico para gestantes, ante 58% em 2024. Além disso, 88% afirmaram ter recebido recomendação médica para se vacinar durante a gestação.
Apesar disso, 25% das entrevistadas ainda acreditavam que deveriam seguir apenas o calendário de vacinação correspondente à idade, sem considerar as doses específicas recomendadas durante a gravidez. O levantamento também identificou que parte das participantes desconhecia que algumas vacinas podem ajudar a proteger os bebês desde os primeiros meses de vida.
A vacina contra o VSR está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) desde dezembro de 2025 e é recomendada para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez, em cada gestação. A imunização estimula a produção de anticorpos maternos, que são transferidos ao bebê pela placenta e ajudam a reduzir o risco de formas graves da doença.
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O Ministério da Saúde reforça que a vacinação deve ser conversada durante o pré-natal, quando a equipe de saúde pode orientar sobre as doses recomendadas. A prevenção é especialmente importante nos primeiros meses de vida, período em que os bebês estão mais vulneráveis a complicações respiratórias causadas pelo vírus.