Esse estudo avalia a resposta do mundo à crise climática a cada cinco anos, relacionado a temperatura do planeta
Em sua quarta carta, a presidência da COP30 lançou uma grande agenda de ação para que se cumpram os compromissos climáticos assumidos desde o Acordo de Paris, que acaba de completar dez anos. O documento do governo brasileiro traz o plano para a elaboração desta agenda a partir de seis temas principais e 30 áreas temáticas.
O presidente da COP30, o embaixador André Corrêa do Lago, afirma que o diferencial da conferência que ocorrerá em novembro, em Belém, é justamente inverter a lógica tradicional, ao trazer para a agenda os temas já acordados pelo mundo. É assim que o Brasil pretende romper o ciclo vicioso de negociações que parecem não terminar nunca e superar as dificuldades geopolíticas, entre elas a ausência do governo dos Estados Unidos nas mesas de negociação.
O documento foi divulgado nesta sexta-feira (20/6) na 62ª reunião dos Órgãos Subsidiários da ONU (a SB62), em Bonn, na Alemanha, onde mais de 190 delegações participam dos acertos finais para a COP30. Se as outras três cartas foram mais conceituais, esta começa a dar o mapa do caminho.
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Corrêa do Lago anuncia a estrutura de uma agenda de ação que será montada ouvindo todos os agentes econômicos, mas que terá como referência o GST, como ficou conhecido pela sigla em inglês o Balanço Global. Esse estudo avalia a resposta do mundo à crise climática a cada cinco anos, diante do desafio de se manter o aumento da temperatura do planeta abaixo de 1,5°C até 2030.
Na carta, o presidente diz que o Acordo de Paris marcou uma nova era na resposta coletiva de governos às mudanças climáticas, mas que agora é a hora de se construir uma Agenda de Ação do Clima Global, que envolva todos os segmentos da economia, da sociedade e todos os níveis de governos em direção aos objetivos multilaterais globais para o clima. Ele reconhece os avanços dos últimos dez anos, mas salienta que há atrasos na implementação de medidas essenciais.
Muitos dos cerca de 190 países signatários do tratado sequer têm cumprido as suas NDCs, como são chamados os compromissos nacionalmente determinados de redução de emissões de gases poluentes, criados por eles próprios para contribuir com ações de combate à mudança do clima. A maioria ainda não entregou suas novas NDCs.
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O prazo para que o fizessem terminou em fevereiro deste ano. Para fazer com que todos cumpram a sua parte, a presidência brasileira da COP espera que, a partir do GST, que será a referência para as novas ações, o conjunto das contribuições dessa agenda seja transformado em uma espécie de GDC, ou uma grande NDC global.
Fonte: R7