País abriga 2,8 milhões de venezuelanos, dos quais mais de 527 mil estão em situação irregular
O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, determinou o início, ainda nesta semana, de operações para identificar e deportar migrantes em situação irregular no país. A medida prevê uma ação coordenada entre as autoridades migratórias e a polícia.
Durante uma reunião do conselho de segurança realizada em Barranquilla, no domingo (23), o presidente orientou que a prioridade seja identificar migrantes que tenham cometido crimes. Em seguida, devem ser abordadas pessoas que estejam com a situação migratória irregular e que, segundo ele, deverão ser deportadas.
De la Espriella afirmou que não aceitará a imigração irregular e declarou que “primeiro, os colombianos, segundo os colombianos e terceiro os colombianos”. O presidente também determinou que a ordem de deportação comece a ser cumprida imediatamente.
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A Colômbia recebeu, especialmente na última década, milhões de venezuelanos que deixaram o país em meio à crise econômica e política. Dados da Agência da ONU para Refugiados (Acnur) estimaram em cerca de 3 milhões o número de venezuelanos vivendo na Colômbia em 2025.
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A nova política migratória ocorre poucas semanas depois da posse de De la Espriella, em 7 de agosto. O governo colombiano vem adotando uma aproximação maior com os Estados Unidos e com a agenda do presidente Donald Trump, enquanto enfrenta os efeitos do terremoto que atingiu o país em 10 de agosto e deixou mais de 300 mortos.