Gianni Infantino afirma estar “chocado” com o episódio na Champions e reforça que não há espaço para discriminação no futebol.
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, se manifestou após o caso de suposto racismo envolvendo Vinícius Júnior durante a partida entre SL Benfica e Real Madrid CF, pelos playoffs da UEFA Champions League, no Estádio da Luz, em Lisboa.
O episódio ocorreu após o gol que garantiu a vitória do Real Madrid. Vinícius Júnior discutiu com Nicolás Otamendi e Gianluca Prestianni e, em seguida, correu em direção ao árbitro francês François Letexier. O juiz acionou o protocolo antirracismo ao cruzar os punhos, gesto oficial utilizado para interromper a partida em casos de discriminação.
Em nota oficial, Infantino declarou ter ficado “chocado e entristecido” com o incidente. “Não existe absolutamente nenhum espaço para o racismo no nosso esporte e na sociedade. Precisamos que todas as partes interessadas tomem providências e responsabilizem os culpados”, afirmou.
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De acordo com as imagens da transmissão, a acusação teria sido direcionada a Prestianni, que cobriu a boca com a camisa durante a discussão. Antes da ativação do protocolo, Vinícius recebeu cartão amarelo.
Durante a paralisação, jogadores do Real Madrid chegaram a ameaçar deixar o campo. A torcida do Benfica entoou cânticos contra o brasileiro, sem registros de termos racistas, segundo a TNT Sports. O técnico José Mourinho também conversou com o atacante enquanto o jogo estava interrompido. Kylian Mbappé discutiu com Otamendi após a denúncia, e a partida foi retomada cerca de dez minutos depois. Prestianni não foi advertido com cartão.
O caso será analisado com base no registro feito na súmula da arbitragem. Infantino ainda elogiou a atuação do árbitro: “Enalteço o juiz, François Letexier, por ativar o protocolo antirracismo ao usar o gesto dos braços para interromper o jogo e gerenciar a situação.”
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Ao final, o presidente da Fifa reiterou apoio às vítimas de discriminação. “A Fifa e o futebol demonstram total solidariedade às vítimas de racismo e de qualquer forma de discriminação. Continuarei sempre a reiterar: não ao racismo, não a qualquer forma de discriminação.”