Jornalista esportivo afirma ter sido ofendido, empurrado e ameaçado de polícia pelo presidente da Fundação Rádio e TV Cultura do Amazonas após episódio ocorrido durante visita do ministro das Comunicações
O presidente da Fundação Rádio e TV Cultura do Amazonas, responsável pelo Sistema Encontro das Águas, Oswaldo Lopes, foi denunciado pelo jornalista esportivo Samuel Cascaes por supostas agressões verbais, assédio moral, intimidação e constrangimento dentro das dependências da emissora pública, em Manaus.
O caso teria ocorrido no dia 29 de abril de 2026, mesma data em que a emissora recebeu a visita oficial do ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, durante agenda institucional no Amazonas.
Segundo relato de Samuel Cascaes, o desentendimento começou ainda pela manhã, enquanto ele trabalhava na produção do bloco esportivo da TV. O jornalista afirma que estava na redação ao lado de outros profissionais, ouvindo e editando materiais jornalísticos, quando a comitiva ministerial entrou no local.
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De acordo com a denúncia, Oswaldo Lopes teria interpretado a permanência do repórter em atividade como uma demonstração de desrespeito ou falta de atenção à visita oficial.
A situação, porém, teria se agravado no período da tarde, quando Samuel retornou à emissora para realizar a cobertura de uma partida do Nacional pela Rádio Encontro das Águas. Conforme o jornalista, antes mesmo de sua chegada, o presidente da fundação já teria anunciado sua demissão e feito ofensas diante de funcionários da redação.

Ao chegar ao prédio, Samuel relata que encontrou Oswaldo Lopes em uma escada de acesso interno e passou a ser alvo de xingamentos e humilhações. Segundo o boletim registrado, o presidente da emissora teria chamado o jornalista de “merdinha”, “filho da puta” e afirmado que o trabalho dele “não prestava para nada”.
O jornalista afirma ainda que as agressões verbais continuaram dentro da redação, na presença de outros colegas. Em seguida, Oswaldo Lopes teria exigido que Samuel retirasse imediatamente a camisa da empresa que vestia naquele momento, ameaçando acionar a polícia caso a peça não fosse entregue.

Foto: Reprodução
Além das ofensas, Samuel Cascaes relata no Boletim de Ocorrência que também teria sido empurrado diversas vezes no peito pelo presidente da fundação durante a discussão.
Até o momento, o jornalista afirma não ter recebido qualquer comunicado oficial sobre um eventual desligamento da empresa. Segundo ele, a ausência de formalização estaria dificultando a busca por um novo emprego, já que sua carteira de trabalho seguiria vinculada à emissora pública.
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A direção do Sistema Encontro das Águas ainda não se pronunciou oficialmente sobre as acusações envolvendo o caso.