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Presidente do Irã diz que Trump pretende colocar país 'de joelhos'
Foto: Reprodução

Líder americano assinou texto que prevê novas sanções contra o setor petrolífero iraniano

O presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, acusa o seu homólogo dos Estados Unidos, Donald Trump, de querer "colocá-los de joelho". Declaração foi dada durante o discurso de comemoração do 46º aniversário da República Islâmica, nesta segunda-feira.

 

- Trump diz: "queremos conversar" [com o Irã] - diz Pezeshkian. E argumenta: - e ele assina em um memorando todas as conspirações para colocar nossa Revolução de joelhos.Nesta terça-feira o presidente americano assinou um texto que prevê novas sanções contra o Irã, particularmente contra o setor petrolífero.

 

- Não estamos procurando guerra - continua Pezeshkian, acrescentando que seu país "nunca se curvará".Os iranianos comemoraram nesta segunda-feira o 46º aniversário da vitória da República Islâmica marchando pelas ruas de Teerã e por todo o país.

 

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- Os Estados Unidos acham que podem colocar o Irã de joelhos criando divisão - declara o presidente iraniano em seu discurso. E continua: - se estivermos de mãos dadas, seremos capazes de resolver todos os problemas do país.

 

A televisão estatal transmite imagens ao vivo da população nas ruas das cidades e vilarejos durante a festividade, acompanhadas de canções pop e hinos patrióticos. Em Teerã, os moradores começaram pela manhã a se dirigir ao principal ponto de encontro em torno da emblemática torre Azadi ("liberdade" em persa), localizada no oeste da capital. Anteriormente conhecida como Praça Shahyad ("memória" do Xá em persa), o edifício foi construído para marcar os 2.500 anos do Império Persa.

 

Nas ruas de Teerã, réplicas de mísseis de fabricação iraniana e outros equipamentos militares, como sistemas de defesa, estavam em exibição. Gritando slogans antiamericanos e anti-Israel, as pessoas também tomaram as ruas de Shiraz e Bandar Abbas (sul), Rasht (norte), Mashhad (leste) e Kermanshah e Sanandaj (oeste), de acordo com imagens de televisão.

 

Muitas vezes com suas famílias, eles carregam bandeiras verdes, brancas e vermelhas, e as de grupos pró-iranianos, incluindo o Hezbollah no Líbano, bem como retratos do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei.

 

As celebrações que marcam a derrubada da monarquia Pahlavi começam todos os anos em 31 de janeiro, data que marca o retorno do aiatolá Ruhollah Khomeini a Teerã, em 1979, do exílio em Paris.

 

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Nos últimos dias, muitas autoridades da República Islâmica pediram à nação que participe em grande número das celebrações, que ocorrem após o retorno ao poder de Donald Trump, que favorece a chamada política de "pressão máxima" contra Teerã. 

 

Fonte:O Globo

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