Na manhã desta sexta-feira, 17 de outubro, a presidente do Movimento Nação Mestiça , Helda Castro denunciou que representantes do grupo foram impedidos de participar como delegados na 4ª Conferência Estadual de Direitos Humanos do Amazonas, sendo aceitos apenas como participantes observadores, sem direito a voto ou fala deliberativa.
A denúncia foi feita diretamente no local onde ocorre o evento, na Escola Superior de Ciências da Saúde da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), em Manaus. Segundo Helda, a exclusão compromete a representatividade dos povos tradicionais mestiços e caboclos na construção das políticas públicas voltadas aos direitos humanos no estado.
“Fomos marginalizados. Não nos permitiram representar nosso povo com voz ativa. Isso fere o princípio da equidade e da pluralidade que uma conferência como essa deveria garantir”, afirmou Helda Castro.
A equipe do "PORTAL DO ZACARIAS" se dirigiu ao local para obter mais informações com a organização do evento e verificar se houve algum posicionamento oficial da Sejusc (Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania) ou do CEDH (Conselho Estadual de Direitos Humanos), responsáveis pela conferência.
Até o momento, não houve manifestação pública da coordenação do evento sobre os critérios que definiram os participantes com status de delegados e os que ficaram como observadores.
A Conferência Estadual é a etapa preparatória para a conferência nacional, onde serão definidos os representantes do Amazonas no encontro federal. A exclusão de grupos tradicionais pode influenciar diretamente na diversidade de vozes ouvidas na construção das políticas de direitos humanos no país.
A reportagem segue acompanhando o caso e trará novas informações ao longo do dia.
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