Dirigente nega favorecimento ao citar demora no julgamento de ação de direito de resposta na propaganda de Flávio Bolsonaro
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou nesta sexta-feira (2) que a decisão de impedir a exibição de um púlpito vazio destinado a representar a ausência de Lula no debate da TV Globo foi necessária para evitar o que classificou como um “escárnio” contra o presidente. O encontro, que estava marcado para quinta-feira (1º), acabou cancelado após uma sequência de decisões judiciais e a desistência de Flávio Bolsonaro.
Segundo Edinho, Lula já havia informado que não participaria do debate e, por isso, não haveria justificativa para manter no cenário um espaço identificado com o nome do presidente. O dirigente afirmou que um formato com perguntas direcionadas ao púlpito vazio poderia, na avaliação da campanha, transformar o debate em uma forma de gerar desgaste ao candidato, em vez de promover o confronto de propostas.
A decisão foi tomada pela ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), após pedido apresentado pela coligação de Lula. A magistrada também proibiu que a emissora concedesse tempo para perguntas dirigidas ao candidato ausente. A Globo afirmou que a medida alterou regras que haviam sido previamente acordadas pelas campanhas.
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Apesar de defender a decisão da ministra no caso do debate, Edinho afirmou que a campanha de Lula estava irritada com Estela Aranha por outro motivo. Segundo ele, a ministra não havia analisado a tempo um pedido de direito de resposta apresentado pela campanha contra conteúdos que, na avaliação do PT, distorciam uma fala do presidente sobre exames de próstata. O dirigente afirmou que a “irritação” da campanha com a ministra era grande naquele momento.
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O cancelamento do debate ocorreu depois que Flávio Bolsonaro anunciou que não participaria do programa e, minutos depois, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a inclusão de Renan Santos (Missão) no encontro. A Globo alegou que as decisões judiciais modificaram as regras previamente estabelecidas e provocaram insegurança jurídica. Edinho também afirmou que Lula participará de debates caso a eleição avance para o segundo turno.