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Preso nos EUA, Nicolás Maduro defende diálogo antes de negociações entre governo interino e oposição
Foto: Reprodução

Nicolás Maduro, então presidente da Venezuela, gesticula para seus apoiadores no Palácio de Miraflores, em Caracas, em 21 de novembro de 2025. Líder chavista foi capturado pelos militares dos EUA no início de janeiro de 2026

O presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, voltou a se manifestar neste domingo ao defender o diálogo entre os venezuelanos, às vésperas da primeira reunião presencial entre representantes do governo interino e setores da oposição, marcada para a próxima semana em Caracas com apoio dos Estados Unidos. A declaração foi publicada em sua conta no Telegram, onde o ex-presidente também mantém uma contagem dos dias desde sua prisão.

 

Na mensagem, Maduro afirmou que um "renascimento nacional" passa pelo respeito às diferenças e pela inclusão de todos os setores da sociedade. Segundo ele, qualquer iniciativa que contribua para a paz, a convivência e o entendimento entre os venezuelanos deve ser apoiada. O ex-presidente também desejou que agosto seja um mês de "diálogo sincero" e de reconstrução para o país.

 

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Maduro, de 63 anos, e a ex-primeira-dama Cilia Flores, de 69, estão presos desde janeiro, após serem capturados em uma operação militar dos Estados Unidos. Os dois respondem na Justiça americana por acusações de tráfico de drogas e armas de fogo, denúncias que ambos negam. Desde a deposição de Maduro, a então vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu o comando do país de forma interina.

 

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As negociações entre o governo interino e representantes da oposição ocorrerão sob pressão de Washington, que busca um acordo capaz de abrir caminho para um calendário eleitoral e futuras eleições na Venezuela. A principal líder opositora, María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz, não participará das conversas, mas afirmou que não pretende impedir o andamento das negociações. Entre os temas previstos para o encontro estão os impactos do terremoto de junho, o fortalecimento da democracia e a discussão sobre direitos e garantias políticas. 

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