Dois detentos confessaram o crime e afirmaram ter agido por revolta; Polícia Penal apura como o assassinato ocorreu dentro da unidade prisional
Washington Ramos Brito, de 32 anos, foi assassinado na madrugada de sábado (28/2) dentro do Centro de Detenção Provisória (CDP) 2 de Pinheiros, localizado na capital paulista. Ele estava preso havia apenas dois dias, após ser detido sob acusação de ter matado a própria mãe por espancamento e enforcamento, em um crime que causou forte comoção.
Segundo informações divulgadas pela Secretaria da Administração Penitenciária de São Paulo, o interno foi morto por outros detentos dentro da unidade prisional e teve a cabeça decepada. O homicídio ocorreu durante a madrugada, em circunstâncias que ainda estão sendo apuradas pelas autoridades responsáveis pela segurança do presídio.
A Polícia Penal de São Paulo instaurou imediatamente um Procedimento de Apuração Preliminar (PAP) para investigar como o crime foi executado dentro da cela ou do pavilhão onde a vítima estava custodiada. A apuração busca esclarecer se houve falha na vigilância, omissão de agentes ou eventual participação de outros presos na ação.
Veja também

Último dia para se inscrever na CNH Social no Amazonas
Jovem esfaqueada em São Gonçalo narra detalhes do ataque: 'Lembro de tudo'
De acordo com a secretaria, dois detentos assumiram a autoria do assassinato. Eles foram isolados e conduzidos ao 91º Distrito Policial (Ceasa), onde o caso foi formalmente registrado. Em depoimento, os suspeitos confessaram o crime e alegaram que agiram motivados pela revolta provocada pelo fato de Washington ter assassinado a própria mãe. O homicídio cometido por ele teria gerado indignação entre os internos da unidade.
A morte dentro do CDP levanta questionamentos sobre a segurança interna e o controle disciplinar do presídio, já que o crime ocorreu pouco tempo após a entrada do acusado no sistema prisional. A administração penitenciária informou que colabora com as investigações e que medidas administrativas poderão ser adotadas conforme o avanço das apurações.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que deverá ouvir testemunhas, analisar imagens de câmeras de segurança e coletar outros elementos que ajudem a reconstruir a dinâmica do assassinato.