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Pressa de Cármen surpreende e julgamento de Castro deve ser adiado
Foto: Divulgação

Ministra Cármen Lúcia pautou análise para 24 de março, mas expectativa é de novo pedido de vista que pode suspender o processo por até 60 dias.

O julgamento no Tribunal Superior Eleitoral que pode tornar o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), inelegível por oito anos pode sofrer novo adiamento. Nos bastidores da Corte, ministros avaliam a possibilidade de outro pedido de vista, o que suspenderia a análise do caso por até 60 dias.

 

A expectativa surgiu após a presidente do tribunal, ministra Cármen Lúcia, incluir o processo na pauta de julgamento marcada para 24 de março. A decisão chamou atenção porque o caso ainda está em análise no gabinete do ministro Kassio Nunes Marques, que solicitou mais tempo para estudar o processo durante a última sessão.

 

Interlocutores do tribunal indicam que Nunes Marques deve devolver o processo a tempo da data estabelecida pela presidência da Corte. Mesmo assim, outro integrante do colegiado pode pedir vista, o que interromperia novamente o julgamento.

 

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A iniciativa de Cármen Lúcia de acelerar a análise surpreendeu alguns ministros, já que a magistrada levou meses para pautar o caso e agora tem demonstrado pressa para a retomada da votação.

 

A mudança de ritmo ocorre em um momento sensível para o governador. Caso pretenda disputar as eleições deste ano, Castro terá de deixar o cargo cerca de dois meses antes do pleito. Pesquisas eleitorais indicam que ele aparece entre os favoritos na corrida por uma vaga no Senado.

 

Outro fator que chamou atenção foi o momento em que o processo foi incluído na pauta. A decisão ocorreu após uma operação policial no Rio de Janeiro que deu grande visibilidade ao governador, em meio ao enfrentamento de facções criminosas e à repercussão positiva de sua atuação.

 

Reservadamente, alguns integrantes da Corte Eleitoral avaliam que, por se tratar de um caso relacionado às eleições de 2022 e ainda sem conclusão, o cenário ideal seria permitir que o próprio eleitorado avaliasse a situação nas urnas. A eventual condenação no tribunal poderia tornar os envolvidos inelegíveis.

 

Até o momento, dois ministros já votaram pela cassação do governador: Isabel Gallotti cujo mandato no tribunal já se encerrou e Antônio Carlos Ferreira. Os votos também atingem o ex-vice-governador Thiago Pampolha (MDB) e o deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil), que é presidente afastado da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.

 

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Os três são acusados de utilizar recursos públicos para a contratação de cabos eleitorais. No entanto, no julgamento realizado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, Castro e Pampolha foram absolvidos e mantiveram seus mandatos. 

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