Controle da hipertensão é essencial para evitar danos silenciosos à função renal.
A hipertensão arterial, condição que afeta cerca de 30% dos brasileiros, representa não apenas um risco para o coração, mas também uma ameaça significativa à saúde dos rins. Dados do Ministério da Saúde indicam que metade das pessoas com a doença sequer sabe que convive com o problema, o que aumenta o perigo de complicações.
Segundo o nefrologista Jadilson Pereira Júnior, do Hospital São Lucas Copacabana, a pressão alta está entre as principais causas de doença renal crônica e insuficiência renal. Isso ocorre porque o aumento da pressão danifica os vasos sanguíneos dos rins, prejudicando sua capacidade de filtrar o sangue adequadamente.
Além disso, quando os rins já estão comprometidos, eles podem contribuir para a elevação da pressão arterial, formando um ciclo prejudicial ao organismo. O especialista destaca que a hipertensão afeta diretamente os glomérulos, estruturas responsáveis pela filtragem do sangue, agravando ainda mais o quadro.
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Por ser uma condição muitas vezes silenciosa, a doença renal pode evoluir sem sintomas nas fases iniciais. No entanto, pressão arterial elevada e de difícil controle pode ser um sinal de alerta. Por isso, o diagnóstico precoce é fundamental.
Exames simples, como a medição da creatinina no sangue e a análise de albumina na urina, ajudam a identificar alterações na função renal antes que o problema se agrave. Em estágios mais avançados, podem surgir sinais como inchaço nas pernas, tornozelos e ao redor dos olhos, além de urina espumosa, indicando perda de proteínas.
O acompanhamento médico regular e o controle adequado da pressão arterial são as principais estratégias para preservar a saúde dos rins e evitar complicações mais graves.