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Pressionado pelos EUA, Irã diz que não desistirá de enriquecer urânio
Foto: Reprodução

Neste domingo, o chanceler do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o recente reforço militar dos Estados Unidos no Golfo “não assusta” Teerã

Enquanto a visita dos negociadores americanos acontecia, a televisão iraniana divulgou um vídeo de animação retratando as tensões entre os dois países.


De um lado, uma pantera asiática — símbolo do Irã — e, do outro, uma águia?careca, símbolo dos Estados Unidos. De um lado, o porta?aviões Abraham Lincoln; de outro, um míssil supersônico Fatah-1, com alcance de 1.400 quilômetros e velocidade de Mach 13 — treze vezes a velocidade do som — pronto para ser lançado.

 

Em seguida aparecem imagens de uma garotinha de vestido, cabelos ao vento, correndo tranquilamente por uma praia do Golfo Pérsico. A águia sobrevoa sua cabeça e começa a se aproximar para atacá-la — mas a pantera surge e captura a águia no ar. O vídeo termina com a cena do míssil atingindo o porta-aviões e fazendo-o naufragar; logo depois, os caças posicionados no convés caem na água.

 

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Em voz off, é possível ouvir uma frase do aiatolá Khamenei, líder supremo iraniano, que afirma: “Nunca seremos os primeiros a iniciar uma guerra, mas se formos atacados, o povo iraniano dará um golpe muito duro no agressor”.

 

AMEAÇA DE UMA GUERRA AINDA NÃO TOTALMENTE DESCARTADA


Apesar da retomada das negociações na sexta-feira (6) entre iranianos e americanos em Omã, a tensão continua elevada e a possibilidade de um conflito ainda não foi totalmente afastada.

 

“Seu desdobramento militar na região não nos assusta”, declarou Abbas Araghchi, no dia seguinte à visita do enviado de Donald Trump ao Oriente Médio no porta-aviões Abraham Lincoln, na região do Golfo. “Somos um povo da diplomacia; também somos um povo de guerra, mas isso não significa que buscamos a guerra”, acrescentou Araghchi durante um fórum em Teerã.

 

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“O Irã pagou um preço muito alto por seu programa nuclear pacífico e pelo enriquecimento de urânio”, ressaltou o diplomata. “Por que insistimos tanto no enriquecimento e nos recusamos a abandoná-lo, mesmo que uma guerra nos seja imposta? Porque ninguém tem o direito de ditar nossa conduta”, insistiu Araghchi, que se reuniu na sexta-feira, em Omã, com o enviado americano Steve Witkoff.

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