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Pressionado por pesquisas, Lula acelera agenda social e econômica
Foto: Divulgação

Governo intensifica medidas para recuperar popularidade diante do avanço de Flávio Bolsonaro.

Diante da queda nos índices de aprovação e do crescimento do senador Flávio Bolsonaro nas intenções de voto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem acelerado o ritmo de anúncios e ações do governo federal. A estratégia combina medidas de impacto social, iniciativas econômicas e respostas à alta dos combustíveis, influenciada pelo cenário internacional.

 

Entre os principais anúncios recentes está o reforço no programa habitacional. O governo destinou mais R$ 20 bilhões ao Minha Casa, Minha Vida, elevando o orçamento total para R$ 200 bilhões. Além disso, a meta foi ampliada para três milhões de moradias até 2026, com mudanças que expandem o acesso, incluindo aumento do teto de renda e do valor dos imóveis.

 

Outra frente é o programa Reforma Casa Brasil, que teve seus limites ampliados, tanto na renda das famílias atendidas quanto no valor dos financiamentos, com foco na melhoria de habitações.

 

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No campo trabalhista, o governo também aposta em propostas com forte apelo popular. Um projeto enviado ao Congresso prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, com dois dias de descanso remunerado, sem redução salarial. A medida ocorre em paralelo à discussão de uma proposta mais ampla sobre o fim do modelo 6×1 e busca acelerar a tramitação no Legislativo.

 

Além disso, foi assinada uma norma que limita a jornada de trabalhadores terceirizados da administração pública federal a 40 horas semanais, sinalizando uma tentativa de o governo dar o exemplo na adoção das mudanças.

 

O Palácio do Planalto também tem direcionado esforços ao público feminino, segmento em que houve perda recente de apoio. Entre as ações, estão iniciativas de combate à violência de gênero, como o Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio e a sanção de leis que ampliam a proteção às mulheres, incluindo o uso de tornozeleiras eletrônicas para agressores e a tipificação de novos crimes.

 

Os movimentos ocorrem em meio a um cenário desafiador nas pesquisas. Levantamentos recentes indicam aumento da desaprovação ao governo e um quadro de empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro em simulações de segundo turno. Há também crescimento da rejeição entre jovens e idosos, grupos considerados estratégicos.

 

A economia é outro fator de pressão. A alta dos combustíveis, associada à instabilidade internacional, tem impacto direto na percepção da população. O governo já anunciou medidas para conter os preços, com foco no diesel, no gás de cozinha e nas passagens aéreas, mas avalia novas ações diante da possibilidade de prolongamento do conflito no Oriente Médio.

 

O aumento do endividamento das famílias, que atingiu nível recorde, também preocupa. Para enfrentar o problema, o governo estuda liberar recursos do FGTS e adotar outras medidas de estímulo econômico.

 

Outro ponto de desgaste é a taxação de compras internacionais de até US$ 50, que enfrenta resistência popular e divide integrantes do próprio governo. A possibilidade de revisão da medida segue em discussão.

 

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Com múltiplas frentes de atuação, o governo busca recuperar apoio e melhorar a percepção pública, em um cenário político cada vez mais competitivo. 

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