Família tenta evitar que Suzane von Richthofen administre bens avaliados em R$ 5 milhões deixados por Miguel Abdalla Netto
A empresária Carmem Silvia Magnani, prima do médico Miguel Abdalla Netto tio materno de Suzane von Richthofen tentou envolver Andreas von Richthofen na disputa pela herança deixada pelo médico, avaliada em cerca de R$ 5 milhões. A iniciativa teria como objetivo impedir que Suzane assumisse o controle do espólio.
Silvia chegou a ir pessoalmente a São Roque, no interior de São Paulo, para localizar Andreas e convencê-lo a reivindicar judicialmente os bens do tio. No entanto, ele não foi encontrado no local onde costumava morar. A informação foi confirmada por um amigo da empresária, que a acompanhou até a delegacia nesta terça-feira (10), onde ela prestou depoimento.
Miguel Abdalla Netto morreu aos 76 anos e não deixou filhos nem testamento. Apesar do histórico criminal, a Justiça nomeou Suzane von Richthofen como inventariante provisória do espólio. A decisão foi tomada pela 1ª Vara da Família e Sucessões, que entendeu não haver impedimento legal para que ela administre os bens, já que, naquele momento, era a única herdeira formalmente habilitada no processo.
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ACUSAÇÕES DE FURTO E DISPUTA JUDICIAL
No centro da disputa, Silvia Magnani acusa Suzane de ter retirado bens da casa do médico sem autorização judicial. Em denúncia apresentada à polícia no dia 3 de fevereiro, a empresária afirma que Suzane teria admitido a posse de objetos pertencentes ao espólio, incluindo um veículo.
A Polícia Civil investiga um furto ocorrido em 20 de janeiro, dias após a morte de Abdalla. Policiais militares constataram que o imóvel havia sido invadido e que móveis, documentos e dinheiro haviam sido levados.
Silvia, que afirma ter mantido uma união estável com o médico por mais de dez anos, busca na Justiça o reconhecimento da relação para ter direito à herança. Já Andreas, irmão de Suzane, teria renunciado à parte que lhe caberia.
PREOCUPAÇÃO COM ADMINISTRAÇÃO DO ESPÓLIO
Em nota enviada à imprensa, as advogadas de Silvia Magnani manifestaram preocupação com episódios de invasão e retirada de bens da residência do médico. Segundo elas, a situação reforça a necessidade de que o inventário seja conduzido por alguém “idôneo e comprometido com a legalidade”.
A defesa também informou que Silvia foi responsável por todos os trâmites do sepultamento de Miguel Abdalla e que vem colaborando com as investigações tanto sobre a morte quanto sobre os fatos relacionados ao imóvel.
MORTE REGISTRADA COMO SUSPEITA
Embora não haja indícios de violência, a morte do médico foi registrada como suspeita no 27º Distrito Policial (Campo Belo), o mesmo que investigou o assassinato dos pais de Suzane von Richthofen em 2002. Um inquérito foi instaurado para apurar as circunstâncias do óbito.
Após a morte do tio, Suzane tentou assumir os procedimentos de liberação do corpo no Instituto Médico-Legal (IML), alegando ser a parente mais próxima, apesar de a documentação já estar sendo providenciada por Silvia.
Miguel Abdalla foi encontrado morto em sua casa, na Vila Congonhas, zona sul de São Paulo, após vizinhos estranharem a falta de contato por dois dias. A Polícia Militar informou que a causa da morte foi natural. No dia seguinte, o muro da residência amanheceu pichado com a frase: “Será que foi a Suzane?”.
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Suzane von Richthofen cumpre pena em regime aberto desde janeiro de 2023, após ser condenada a 39 anos e seis meses de prisão pelo assassinato dos próprios pais.