Avanço inédito combina ciência da USP com estrutura do Instituto de Zootecnia e reforça papel da pesquisa paulista na geração de soluções para a saúde e o agro
Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com o Instituto de Zootecnia de Piracicaba, conseguiram o nascimento do primeiro clone suíno da América Latina em uma unidade de pesquisa no interior de São Paulo. O feito é considerado um marco científico e simboliza avanço inédito da biotecnologia brasileira no campo da clonagem animal dentro da região.
O animal nasceu saudável em março na unidade experimental de Tanquinho, em Piracicaba, instalada com infraestrutura adequada para estudos de alto padrão em biossegurança, bem?estar animal e controle sanitário. O projeto integra uma pesquisa voltada à produção de suínos que possam, no futuro, servir como doadores de órgãos e tecidos para humanos por meio da técnica de xenotransplante, que busca ampliar as possibilidades de compatibilidade entre espécies e reduzir a fila por transplantes.
A iniciativa envolve uma equipe multidisciplinar com especialistas em zootecnia, medicina veterinária e biotecnologia, que desenvolveram protocolos de manejo produtivo, sanitário, nutricional e ambiental, além de técnicas reprodutivas e cirúrgicas para implantação de embriões clonados. A equipe afirma que os manejos são acompanhados com rigor para garantir o sucesso da gestação e o desenvolvimento saudável dos animais.
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Os pesquisadores agora acompanham o crescimento dos clones até a maturidade sexual para gerar dados que possam orientar aplicações científicas e tecnológicas futuras. O projeto representa um passo relevante para a ciência paulista e para o desenvolvimento de soluções concretas que conectem pesquisa, inovação e potencial impacto na saúde humana e no agronegócio.
Foto: Reprodução
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O avanço também reforça a posição de instituições públicas de pesquisa brasileiras na vanguarda de biotecnologias complexas, com potencial para atuar em frentes estratégicas de ciência e tecnologia no país.