Luís Montenegro, da coalização de centro-direita Aliança Democrática, terá pela frente o desafio de comandar um governo minoritário e pressionado pela ultradireita
Após vencer nas urnas em 18 de maio, o primeiro-ministro reeleito de Portugal, Luís Montenegro, foi confirmado no cargo pelo presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.
A “indigitação” foi publicada no site da Presidência após Marcelo Rebelo de Sousa ouvir líderes das três principais legendas, Aliança Democrática (AD), Chega e Partido Socialista (PS).
Foi a última confirmação de um primeiro-ministro feita por Marcelo Rebelo, que deixará o cargo que ocupa desde 2016 após as eleições presidenciais de janeiro de 2026.
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O governo minoritário da AD ainda precisa ter seu programa aprovado no Parlamento, o que deverá acontecer com o apoio do PS, agora a terceira força política, e do Chega.
Sem maioria, o governo é instável como o da última legislatura, quando foi derrubado. Como agora, vai depender sempre no Parlamento dos votos do Chega e PS, extremos políticos.
O Orçamento do Estado, no entanto, ainda terá que ser votado e o cenário é incerto até que a oposição divulgue sua inclinação de voto após o texto da proposta do governo ser conhecido.
Montenegro ficou 11 meses no governo e arriscou perder o cargo ao apresentar uma moção de confiança, que foi rejeitada no Parlamento, obrigando a convocação do pleito.
Apesar do caso com sua empresa familiar, que jogou o país em sua terceira eleição em três anos, Montenegro aumentou sua bancada de 77 para 88 deputados. Mas sem alcançar maioria estável.
Ao mesmo tempo, viu a ultradireita do Chega ampliar a bancada de 50 para 60 deputados e virar um sólido bloco de oposição, capaz até de vencer as próximas eleições.
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Para manter a preferência dos eleitores diante da pressão da ultradireita, o governo de Montenegro tem se aproximado de algumas agendas políticas do Chega, principalmente na imigração.
Fonte: O Globo