Na coletiva, com participação de delegados e policiais militares, os principais fatos envolvendo o crime brutal foram detalhados diante da imprensa
Todos os detalhes sobre o crime de homicídio triplamente qualificado, cometido por Fernando Batista de Melo, 48, foram esclarecidos durante a coletiva de imprensa, realizada na tarde deste sábado, com participação de delegados e oficiais da Polícia Militar do Amazonas.
Também foram esclarecidas várias dúvidas no que se relaciona ao assassinato da criança, na noite da última quinta-feira, no bairro Cidade de Deus, Zona Norte de Manaus.
Fernando Batista foi preso na madrugada deste sábado em uma área de mata entre o bairro planejado Parque Mosaico, por trás do cemitério Parque Tarumã, quando acendeu uma fogueira e chamou a atenção de uma equipe de policiais militares da 16ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom).
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Os policiais entraram na área de mata e identificaram Fernando, que, inclusive, havia cavado um buraco no terreno e, de acordo com informações dele próprio, se mantinha ali nesse período em que esteve foragido e sendo procurado por um grande aparato policial.
O delegado Adanor Porto confirmou que Fernando de Melo
ficou quase um dia inteiro escondido em um
buraco na área de mata
Quem prendeu o pai que matou o filho de 4 anos de idade foi o capitão Gamenha e os soldados Allan Igor e França, para quem o homem procurado até aquele momento chegou a se identificar como um morador de rua. No entanto, não convenceu nem enganou os policiais, que deram voz de prisão.
O delegado Adanor Porto, da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros, confirmou que parte do sangue encontrado na cena do crime, o banheiro da casa onde a criança foi morta, era do próprio pai, que se automutilou cortando os dois pulsos antes de fugir de casa em uma motocicleta.
O delegado também confirmou que Fernando fez uma ligação de videochamada internacional para um filho maior de idade, que mora no exterior, ao qual confessou o assassinato da criança, mostrou os cortes nos pulsos e disse que tiraria a própria vida como forma de pagar pelo crime monstruoso que tinha cometido.
O subcomandante-geral da Polícia Militar confirmou que
uma equipe de patrulhamento da 16ª Cicom prendeu
Fernando de Melo
Para o delegado e as demais autoridades presentes na coletiva, em momento algum o homem tentou se matar, e tudo não passou de pura encenação, mesmo porque ele não tinha arrependimento algum. Do contrário, não tentaria a fuga durante mais de 24h ou, mesmo, já teria se entregado se estivesse realmente arrependido.
Em seu depoimento, Fernando de Melo confirmou que, na noite anterior à sua prisão, quando já estava escondido na área de mata, havia cavado um buraco, ficou quieto e calado, ouviu policiais passando bem perto de onde ele estava, mas foi beneficiado pela grande escuridão na área de mata.
O delegado-geral Bruno Fraga, que também participou da coletiva, confirmou que, inicialmente, a polícia trabalhava com a hipótese de que o pai assassino poderia ter se suicidado, depois do peso na consciência, e que poderia ser encontrado morto na área de mata, mas isso não aconteceu.
O delegado-geral Bruno Fraga confirmou que o autor do
crime brutal fez apenas cortes superficiais nos pulsos,
mas sem nenhum risco de morte
Na tarde de sexta-feira, a polícia reacendeu a chance de Fernando ainda estar vivo e em fuga, quando foi visto por um grupo de jovens que tomava banho em um igarapé, na área de mata próxima ao Parque Mosaico.
Os drones termais, segundo a polícia, e os cães farejadores do CIPcães foram utilizados a partir do final da tarde, depois que houve a convicção de que Fernando de Melo foi visto pelos jovens e certamente ainda estava vivo.
A fogueira na área de mata foi o fator decisivo para a prisão de Fernando Batista de Melo, que, mesmo depois de preso e apresentado na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), se mostrou calmo o tempo inteiro e, durante a tomada de depoimento, manteve-se em total silêncio.
Capitão Gaminha e dois policiais da 16ª Cicom localizaram
e prenderam o pai que matou o filho por asfixia
mecânica (Fotos: Divulgação)
O delegado Adanor Porto confirmou que o homem vai responder por crime triplamente qualificado, tipificado no Código Penal como motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima, com a agravante de se tratar de uma criança.
Fernando de Melo teria ficado enfurecido e fora de controle emocional, e o crime foi motivado pela cobrança de pensão alimentícia por parte da mãe do menino, da qual já estava separado há mais de três meses, e que não aceitava a reconciliação do casal.
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O autor do crime mais brutal contra uma criança, que abalou toda a sociedade amazonense e até mesmo as autoridades policiais que atuaram no caso, passou por audiência de custódia, teve a prisão preventiva decretada e vai ficar à disposição da Justiça Estadual.