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Procon-DF multa Itaú em R$ 420 mil por infrações contra consumidores
Foto: Divulgação

Penalidades foram aplicadas após denúncias de clientes sobre falhas no atendimento, cobranças indevidas e descumprimento de direitos do consumidor.

O Banco Itaú foi multado em aproximadamente R$ 420 mil pelo Instituto de Defesa do Consumidor do Distrito Federal (Procon-DF) após a conclusão de 14 processos administrativos abertos com base em reclamações de clientes. A informação foi divulgada nesta terça-feira (9).

 

De acordo com o órgão, as investigações identificaram práticas consideradas incompatíveis com o Código de Defesa do Consumidor, incluindo falhas relacionadas à transparência, ao dever de informação e ao respeito aos direitos dos clientes.

 

Segundo o secretário do Consumidor do Distrito Federal, Samuel König, as penalidades reforçam a atuação rigorosa dos órgãos de fiscalização contra empresas que desrespeitam a legislação.

 

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“O consumidor precisa ter seus direitos garantidos. Sempre que houver irregularidades comprovadas, as medidas cabíveis serão adotadas”, afirmou.

 

O diretor-geral do Procon-DF, Johnatan Faraj, destacou que a instituição financeira foi notificada e teve oportunidade para corrigir as irregularidades apontadas. No entanto, diante da confirmação das infrações, foram aplicadas multas em processos distintos, que somam cerca de R$ 420 mil.

 

COBRANÇAS INDEVIDAS SOB INVESTIGAÇÃO

 

Além das penalidades já impostas, o Itaú também foi notificado recentemente pela Secretaria de Defesa do Consumidor do DF para prestar esclarecimentos sobre denúncias envolvendo cobranças indevidas, contratação de serviços sem autorização dos clientes e dificuldades para cancelamento desses produtos.

 

As apurações apontam que o banco teria realizado cobranças mensais de pequenos valores em cartões de crédito por serviços que não haviam sido solicitados pelos correntistas. Segundo as denúncias, a prática teria ocorrido ao longo de vários anos.

 

Os órgãos de defesa do consumidor também investigam possíveis mecanismos que dificultavam a identificação dessas cobranças e o cancelamento dos serviços, ampliando os prejuízos aos clientes.

 

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O caso segue sendo acompanhado pelas autoridades competentes, que avaliam novas medidas administrativas e eventuais responsabilizações da instituição financeira. 

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