Consumidores antecipam compras para economizar, enquanto feirantes projetam aumento nas vendas
A proximidade da Páscoa já começa a impactar o comércio de pescado em Manaus, onde feiras e mercados registram aumento gradual na movimentação. Na tradicional Feira da Manaus Moderna, o fluxo de consumidores nos boxes de peixe cresce antes mesmo do início oficial da Semana Santa, período em que o consumo de pescado costuma disparar.
Entre corredores movimentados, caixas de gelo e intensa circulação de trabalhadores, o cenário revela uma combinação de tradição e estratégia financeira. Muitos consumidores têm optado por antecipar as compras para evitar preços mais altos nos dias de maior demanda.
A dona de casa Luciana Marques, de 36 anos, é um exemplo desse comportamento. Ela afirma que prefere garantir o peixe com antecedência, mesmo reconhecendo que os valores já apresentam elevação. Apesar disso, manteve a tradição e levou jaraqui para o preparo das refeições típicas.
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Do lado dos comerciantes, a expectativa é positiva. O vendedor Vanderlan Damacena Róche, com 25 anos de atuação na feira, projeta um volume expressivo de vendas durante o período. Segundo ele, o movimento mais intenso deve começar nos próximos dias, com aumento significativo da procura.
Os preços variam de acordo com o tipo e o tamanho do peixe. Espécies como tambaqui podem custar entre R$ 70 e R$ 200, enquanto opções mais populares, como sardinha, jaraqui e pacu, são vendidas em promoções, chegando a dez unidades por cerca de R$ 50.
Para quem busca economizar, especialistas indicam alternativas mais acessíveis, como cortes menos nobres. O picadinho de pirarucu, por exemplo, aparece como uma opção econômica, assim como a ventrecha de tambaqui. Já o filé de pirarucu tem apresentado preços mais competitivos neste ano, variando entre R$ 30 e R$ 35 o quilo.
O autônomo Walter Lopes, de 65 anos, também decidiu se antecipar. Ele conta que já garantiu espécies como tucunaré, pescada e tambaqui, planejando diferentes formas de preparo ao longo da Semana Santa.
Além do comércio de pescado in natura, o setor de alimentação também se prepara para o aumento da demanda. Trabalhadores que atuam com refeições prontas já organizam cardápios para atender tanto moradores quanto turistas que visitam a cidade durante o período religioso.
Na região da Orla da Glória, comerciantes reforçam estoques e ampliam a rotina de trabalho para dar conta do fluxo esperado. Os pratos, que incluem opções tradicionais da culinária amazonense, variam de valores individuais a refeições para duas pessoas, acompanhadas de itens típicos como baião de dois, farofa e vatapá.
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A expectativa entre feirantes e comerciantes é de que o movimento cresça ainda mais nos próximos dias, consolidando a Semana Santa como um dos períodos mais importantes para o setor de pescado na capital amazonense.