Karim Khan deixa temporariamente o cargo enquanto Corte de Haia analisa acusações feitas por ex-integrante de sua equipe.
O procurador-geral do Tribunal Penal Internacional (TPI), Karim Khan, foi afastado temporariamente de suas funções enquanto a instituição conclui a análise de acusações de assédio sexual apresentadas contra ele. A decisão foi anunciada nesta segunda-feira (8) pela Corte sediada em Haia, nos Países Baixos.
Segundo comunicado oficial do tribunal, a medida permanecerá em vigor até que a Assembleia dos Estados Partes, órgão responsável pela supervisão administrativa do TPI, avalie o caso e tome uma decisão definitiva sobre a situação do procurador.
A Corte informou que uma sessão especial para discutir o assunto deverá ser convocada o mais rapidamente possível. Até lá, Karim Khan permanecerá afastado de suas atividades.
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As acusações vieram à tona em 2024 e envolvem denúncias feitas por uma ex-funcionária do gabinete do procurador. Khan nega todas as alegações e afirma que não cometeu qualquer irregularidade.
O caso ganhou grande repercussão internacional devido ao papel de destaque exercido por Karim Khan à frente do Tribunal Penal Internacional. Durante sua gestão, ele esteve à frente de investigações sobre conflitos armados e crimes de guerra em diferentes regiões do mundo.
Entre os episódios mais conhecidos está o pedido de mandado de prisão contra o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, sob acusações relacionadas a supostos crimes de guerra cometidos durante o conflito na Faixa de Gaza.
A atuação do procurador também gerou reações políticas internacionais. Em 2025, o governo dos Estados Unidos anunciou sanções contra Karim Khan após medidas adotadas pelo tribunal envolvendo autoridades israelenses.
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Agora, enquanto o processo disciplinar segue em análise, o Tribunal Penal Internacional busca garantir a continuidade de suas atividades e a apuração das denúncias de forma independente e transparente.