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Produção de bioplástico e modelo de negócio em torno do curauá são debatidos na Câmara Setorial da Agroindústria
Foto: Ângelo Vinicius/Sedecti

Durante a reunião, também foram expostas tecnologias e inovações voltadas ao setor agroindustrial

A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti) discutiu, nesta quinta-feira (27/03), durante a 140ª Reunião da Câmara Setorial da Agroindústria, inovações na indústria de bioplástico e a existência de um modelo de negócio sustentável com base no cultivo do curauá, além de apresentar tecnologias voltadas ao setor primário.

 

O chefe do Departamento de Diversificação Econômica (DDE) da Sedecti, Sandro Amazonas, destacou a importância da reunião como um fator de agregação que visa os melhores resultados para o setor agroindustrial.

 

“Queremos levar para um outro nível a questão das agroindústrias, que é exatamente o beneficiamento sendo o melhor possível, aproveitando quase que o produto local como todo. Queremos que os pesquisadores e as startups participem para agregar mais valor ao produto da região”, enfatizou Sandro.

 

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Para o coordenador técnico da startup Fipo Biopellet, Genilson Pereira Santana, o encontro serviu para divulgar o conhecimento sobre a produção de bioplástico derivado de fibras extraídas de frutos da região amazônica.

 

“A questão mais importante que eu trago há algum tempo é mostrar que o bioplástico feito de tucumã, açaí e cupuaçu funciona em grande escala. Essa é a minha mensagem. Chegamos a um ponto em que nós conseguimos produzir um bioplástico com qualidade e em escala. Isso é o ponto importante de hoje”, salientou Genilson.

 

Foto: Ângelo Vinicius/Sedecti

 

De acordo com a CEO da startup Agrega+ Eco Amazonya, Jane Maciel Leão, a reunião foi uma grande oportunidade para expor as principais inovações da empresa diante do setor primário e unir novos agentes em prol dos avanços na área.

 

“Para nós, essa visualização é essencial, pois temos esse trâmite onde nós podemos mostrar os nossos produtos e serviços dentro do setor primário e, ao mesmo tempo, ter outras instituições nos vendo e participando junto conosco”, revelou.

 

O pesquisador e representante do Instituto Raízes Amazônicas, José Luiz Zanirato Maia, afirmou o compromisso com o fomento ao cultivo do curauá, tendo como principal objetivo a criação de um modelo baseado na sustentabilidade e no auxílio aos extrativistas. "Estamos avançando há alguns meses, junto à Sedecti, para a implementação desse modelo, e viemos apresentar aqui essa parceria do instituto com o produtor para demonstrar também a relevância do curauá para a bioeconomia na região, visando trabalhar isso de forma profissional em grande escala”, afirmou.

 

Segundo o pesquisador, a meta é fornecer o conhecimento técnico-científico para a empresa que está investindo e auxiliar os produtores a criar um modelo de governança sustentável, para que essa cultura do curauá se torne uma política pública do estado.

 

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A reunião aconteceu na Escola Superior de Ciências Sociais da Universidade do Estado do Amazonas (ESO/UEA), localizada na avenida Presidente Castelo Branco, bairro Cachoeirinha, zona sul de Manaus.

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