Setor voltou a crescer após acumular queda de 2,5% entre setembro e dezembro de 2025
A produção industrial brasileira voltou a crescer em janeiro e registrou alta de 1,8%, o melhor resultado desde junho de 2024, quando o avanço havia sido de 4,4%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Com o resultado, o setor recupera parte das perdas acumuladas no fim de 2025, quando a indústria havia registrado queda de 2,5% entre setembro e dezembro.
Apesar da recuperação mensal, na comparação com janeiro de 2025 a produção industrial apresentou leve recuo de 0,2%. No acumulado do ano, o setor registra alta de 0,2%, enquanto nos últimos 12 meses o crescimento é de 0,5%.
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Segundo o gerente da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do IBGE, André Macedo, a alta registrada no início de 2026 também reflete a forte queda observada no mês anterior.
De acordo com ele, em dezembro de 2025 a indústria caiu 1,9%, o pior resultado desde março de 2021, quando o recuo havia sido de 2,1%.
“No último mês do ano, além do menor dinamismo que já vinha sendo observado no setor industrial, também houve uma maior frequência de férias coletivas nas empresas. Com a retomada das atividades produtivas no início do ano, ocorre uma recuperação de parte dessa perda”, explicou.
Mesmo assim, o pesquisador alerta que os efeitos da política monetária restritiva ainda impactam a atividade industrial.
“O avanço registrado em janeiro de 2026 é relevante, mas ainda não compensa totalmente a perda acumulada no final do ano passado. Entre setembro e dezembro, o saldo ainda permanece negativo em 0,8%”, afirmou.
Entre os segmentos industriais, o resultado positivo foi disseminado. Das 25 atividades pesquisadas, 19 registraram crescimento na produção — algo que não acontecia desde junho de 2024, quando 23 setores haviam avançado.
O principal destaque foi o setor de produtos químicos, que cresceu 6,2%, impulsionado principalmente pela produção de itens ligados ao agronegócio, como fertilizantes, herbicidas e fungicidas.
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Também apresentaram crescimento os segmentos de veículos automotores, reboques e carrocerias, com alta de 6,3%, especialmente na produção de caminhões e autopeças. Já o grupo de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis avançou 2,0%.