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Produção industrial cai 0,1% em fevereiro e chega ao 5º mês seguido sem crescimento
Foto: Reprodução

Fábrica automotiva

A produção industrial brasileira registrou queda de 0,1% em fevereiro na comparação com o mês anterior, acumulando 5 meses consecutivos sem crescimento, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira, 2.

 

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a produção subiu 1,5%.

 

O resultado veio pior que o esperado. As expectativas em pesquisa da Reuters com economistas eram de alta de 0,4% na variação mensal e de 2,1% na base anual.

 

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A queda se dá após estagnação da atividade em janeiro e três meses consecutivos de retração no final do ano passado. Com esses resultados, a indústria está 15,7% abaixo do ponto mais alto da série histórica, obtido em maio de 2011, de acordo com o IBGE.

 

No ano, a indústria ainda acumula alta de 1,4% e, em 12 meses, expansão de 2,6%.

 

Segundo o pesquisador, a perda de dinamismo da indústria tem relação com a redução dos níveis de confiança das famílias e dos empresários, explicada, em grande parte, pelo aumento das taxas de juros, a depreciação cambial e a alta da inflação.

 

O setor industrial deve perder força em 2025 em sintonia com a desaceleração gradual esperada da economia brasileira, de acordo com economistas.

 

O QUE PUXOU A QUEDA

 

Os dados da pesquisa sobre a indústria mostraram que em fevereiro houve disseminação de taxas negativas entre as atividades.

 

Na comparação com janeiro, as principais influências negativas foram exercidas por produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-12,3%), máquinas e equipamentos (-2,7%), produtos de madeira (-8,6%), produtos diversos (-5,9%), veículos automotores, reboques e carrocerias (-0,7%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-1,4%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-1,5%) e móveis (-2,1%).

 

Entre as categorias econômicas, a fabricação de Bens de Consumo recuou 1,3%, sendo que somente a de Bens de Consumo Duráveis apresentou queda de 3,2%. Os Bens de Consumo Semi e não Duráveis caíram 0,8%.

 

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Por outro lado, as indústrias de Bens de Capital e de Bens Intermediários apresentaram aumentos de 0,8% cada na produção.

 

Fonte: Isto é Dinheiro

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