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Profissionais enfrentam longas viagens e desafios culturais para garantir vacinação em aldeias indígenas
Foto: Divulgação

Equipes do SUS percorrem rios e áreas isoladas para levar imunização e proteger milhares de indígenas na Amazônia.

Levar vacinas às comunidades indígenas da Amazônia exige muito mais do que conhecimento técnico. Profissionais de saúde enfrentam longas viagens por rios, estradas e áreas de difícil acesso, além de respeitar tradições e costumes de diferentes povos para garantir que a imunização chegue a quem mais precisa.

 

No Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Alto Rio Purus, cerca de 11 mil indígenas vivem distribuídos em 155 aldeias localizadas entre os estados do Amazonas, Acre e Rondônia. A região reúne povos de diversas etnias, como Apurinã, Jamamadi, Jaminawa, Kaxarari, Huni Kuin, Kulina, Manchineri e Madiha.

 

As equipes de saúde permanecem até 40 dias em campo, saindo dos polos-base para atender comunidades onde o acesso pode depender de barcos, quadriciclos, caminhonetes ou até helicópteros, conforme as condições climáticas.

 

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Além da distância, outro desafio é manter a conservação das vacinas durante todo o percurso. Freezers instalados em embarcações, caixas térmicas e bobinas de gelo garantem que os imunizantes permaneçam na temperatura adequada até a aplicação.

 

O trabalho também exige planejamento detalhado. Antes de cada viagem, os profissionais realizam um censo vacinal para identificar quais moradores precisam receber cada dose, evitando desperdícios e garantindo que todos sejam atendidos.

 

Alto Rio Purus (AC), 22/05/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Curso de vacinação em áreas indígenas. Foto: Kislane de Araújo Dias/Arquivo Pessoal

 

Outro fator essencial é o respeito às tradições indígenas. As equipes promovem rodas de conversa e dialogam com lideranças locais para explicar a importância da vacinação, fortalecendo a confiança das comunidades e incentivando a adesão às campanhas.

 

Capacitações específicas também ajudam os profissionais que atuam em áreas remotas, abordando técnicas de imunização, armazenamento de vacinas, manejo de possíveis reações e formas de comunicação culturalmente adequadas.

 

Rio Branco (AC), 07/05/2026 – A enfermeira e fundadora da CapacitaImune, Evelin Plácido durante o curso Sala de Vacina, da MSD, ministrado em Rio Branco (AC). Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Foto: Reprodução

 

A importância desse trabalho ficou evidente durante a seca histórica de 2024, quando dificuldades de acesso contribuíram para um surto de influenza em uma aldeia da região. Na ocasião, uma operação emergencial foi organizada para antecipar a vacinação e evitar que a doença se espalhasse entre as comunidades.

 

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Para os profissionais que atuam nesses territórios, cada dose aplicada representa mais do que prevenção. É uma oportunidade de proteger vidas e garantir um futuro mais saudável para as populações indígenas que vivem nas regiões mais isoladas da Amazônia. 

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