Mutirão de cirurgias no Amazonas integra ação nacional que já realizou mais de 21 mil atendimentos em 2025
O programa federal Agora Tem Especialistas segue ampliando o acesso de povos indígenas a serviços de média e alta complexidade no Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o secretário de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Weibe Tapeba, a iniciativa tem permitido levar atendimento especializado a comunidades remotas de forma humanizada e alinhada às necessidades específicas de cada território.
De acordo com o Ministério da Saúde, somente no segundo semestre de 2025 foram realizados mais de 21 mil atendimentos em aldeias indígenas em todo o país, incluindo consultas, exames e procedimentos especializados.
MUTIRÃO NO AMAZONAS
Dentro desse esforço nacional, teve início na quarta-feira (11/2) um mutirão no município de Itamarati, no Médio Rio Solimões (AM). A ação, que segue até o dia 22 de fevereiro, realiza cirurgias oftalmológicas em indígenas da região.
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Nesta etapa, cerca de 30 pacientes já avaliados passam por procedimentos como cirurgia de catarata e pterígio no Hospital Municipal de Itamarati. A mobilização dá continuidade aos atendimentos iniciados no ano anterior e busca reduzir a fila por cirurgias especializadas no SUS, especialmente em áreas de difícil acesso.
NOVA UNIVERSIDADE FEDERAL INDÍGENA
As ações voltadas aos povos originários também avançaram no campo da educação. No sábado (7/2), foi celebrado o Dia Nacional de Luta dos Povos Indígenas. Já na terça-feira (10/2), a Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que cria a Universidade Federal Indígena (Unind) e a Universidade Federal do Esporte (UFEsporte).
As propostas, de autoria do Poder Executivo, seguem agora para análise do Senado Federal. As duas instituições terão sede em Brasília (DF), com possibilidade de instalação de campi em outras regiões do país.
A Unind deverá oferecer cursos de graduação e pós-graduação em áreas consideradas estratégicas para os povos indígenas, como gestão ambiental e territorial, políticas públicas, sustentabilidade, línguas indígenas, saúde, direito, agroecologia, engenharias, tecnologias e formação de professores. A proposta é fortalecer a autonomia das comunidades e promover a produção de conhecimento científico em diálogo com saberes tradicionais.
Além da formação acadêmica, a universidade terá como missão valorizar culturas e línguas indígenas e formar profissionais comprometidos com a defesa dos direitos dos povos originários.
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O governo federal prevê que as duas novas universidades entrem em funcionamento a partir de 2027. No caso da Unind, a estimativa é que até 2,8 mil estudantes estejam matriculados nos primeiros quatro anos de atividades.