Senadora chegou a admitir nessa quinta-feira (30) a possibilidade de integrar a chapa do senador à Presidência, mas decisão dependeria do partido. Campanha tem até quarta (5) para definir um nome
O Partido Progressistas (PP) decidiu manter neutralidade na eleição presidencial de 2026 e comunicou à senadora Tereza Cristina (PP-MS) que ela não integrará como vice a chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL). A decisão foi anunciada nesta sexta-feira (31) pela direção nacional da legenda.
Tereza Cristina havia sido convidada pelo PL para compor a chapa presidencial e chegou a admitir, na quinta-feira (30), a possibilidade de aceitar o posto. Flávio Bolsonaro também afirmou que a senadora havia concordado com o convite, mas que a definição dependia do posicionamento do partido.
Em nota, o PP informou que consultou seus diretórios estaduais e que a maioria optou por manter a sigla fora de uma aliança nacional no primeiro turno. “A decisão já foi comunicada e acatada pela senadora Tereza Cristina, nossa líder no Senado Federal”, afirmou o partido.
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Com a decisão, a escolha do vice de Flávio Bolsonaro continua em aberto. A campanha do senador tem até 5 de agosto, prazo final para definição das coligações, para anunciar o nome que ocupará a vaga.
A tentativa de aproximação com o PP e com a federação formada por PP e União Brasil fazia parte da estratégia do PL para ampliar a base política da candidatura. No entanto, as siglas avaliaram que a neutralidade permitiria maior liberdade para alianças regionais, já que em alguns estados os partidos podem apoiar candidatos diferentes no cenário nacional.
Além das disputas locais, integrantes das legendas também demonstraram preocupação com o momento político da candidatura de Flávio Bolsonaro, que enfrenta desgaste interno e questionamentos envolvendo possíveis relações com o banqueiro Daniel Vorcaro, tema que passou a ser citado nas negociações políticas.
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Em 2022, o PP esteve alinhado ao então presidente Jair Bolsonaro (PL). Agora, a legenda optou por não repetir o apoio nacional e manter autonomia para seus diretórios estaduais durante a disputa eleitoral.