Candice Odgers estuda saúde mental de crianças e adolescentes há 25 anos e diz que restrições não são baseadas em evidências científicas e não vão funcionar
A proibição do acesso de crianças e adolescentes às redes sociais não deve ser encarada como uma solução definitiva para os problemas relacionados ao uso excessivo dessas plataformas, segundo a psicóloga canadense que acompanha pesquisas sobre os impactos das redes na saúde mental dos jovens.
A especialista defende que o debate precisa ir além da simples retirada dos adolescentes das plataformas. Para ela, é necessário compreender como os jovens utilizam as redes sociais, quais conteúdos consomem e de que maneira as plataformas são projetadas para prender a atenção dos usuários.
Embora reconheça que o uso excessivo pode estar associado a problemas como ansiedade, dificuldades de sono e alterações no bem-estar, a psicóloga afirma que os efeitos não são iguais para todos. Há adolescentes que utilizam as redes para manter amizades, encontrar comunidades e buscar informações ou apoio.
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Outro ponto destacado é que simplesmente impedir o acesso pode fazer com que parte dos jovens procure maneiras de contornar as restrições, sem necessariamente resolver os problemas que levaram à preocupação com o uso das plataformas.
Na avaliação da especialista, pais, escolas, governos e empresas de tecnologia precisam dividir a responsabilidade. Medidas de proteção, educação digital, limites de uso e mudanças no funcionamento das próprias plataformas podem ser mais eficazes quando combinadas.
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O debate ganhou força em diferentes países diante da preocupação com os efeitos das redes sociais sobre crianças e adolescentes. Para a psicóloga, não existe uma medida isolada capaz de eliminar os riscos, e políticas públicas precisam levar em consideração tanto os possí