Iniciativa une educação, cultura e ressocialização por meio de encontros literários dentro do sistema prisional.
Uma ação voltada à educação e à ressocialização por meio da leitura foi realizada no Centro de Detenção Provisória Masculino 1 (CDPM-1), em Manaus. A atividade faz parte do projeto “Letramentos de (Re) Existência”, desenvolvido pela Universidade do Estado do Amazonas com apoio do Tribunal de Justiça do Amazonas, por meio do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF).
A iniciativa integra o “Clube de Leitura e Escrita”, que vem promovendo encontros ao longo de 2026 dentro do sistema prisional. Nesta edição, realizada no dia 27 de março, os participantes tiveram a oportunidade de dialogar com a escritora Myriam Scotti sobre sua obra “Sol abrasador prepara solo fértil”, que aborda aspectos da realidade amazônica e os desafios humanos presentes na região.
Durante o encontro, 25 exemplares do livro, doados pela autora, foram utilizados pelos internos, que já haviam recebido as obras em atividade anterior. A leitura prévia permitiu um debate mais aprofundado, com participação ativa dos detentos, que compartilharam interpretações, emoções e reflexões sobre os personagens e temas apresentados.
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A autora destacou a importância da literatura como ferramenta de transformação, especialmente para pessoas em situação de privação de liberdade. Segundo ela, o contato com a leitura possibilita novas perspectivas e contribui para o enfrentamento de momentos difíceis.
A ação contou com a presença de representantes do GMF/TJAM e reforça a parceria entre instituições como a UEA, a Secretaria de Administração Penitenciária e o Judiciário estadual. O projeto é coordenado por professores universitários e envolve bolsistas e voluntários, tendo passado por outras unidades prisionais antes de chegar ao CDPM-1.
Além de promover o acesso ao livro, a iniciativa também está alinhada à política de remição de pena por meio da leitura. Conforme norma do TJAM, pessoas privadas de liberdade podem reduzir a pena ao ler e apresentar relatórios sobre obras literárias, podendo alcançar até 48 dias de remição por ano.
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Com ações como essa, o projeto contribui para ampliar o acesso à cultura dentro do sistema prisional, incentivando a educação, o pensamento crítico e a reintegração social dos participantes.