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Projeto instala sistemas sustentáveis de água e saneamento em 25 escolas ribeirinhas de Manaus
Foto: Divulgação

Iniciativa do UNICEF e parceiros beneficia cerca de mil estudantes com energia solar, captação de água da chuva e biodigestores, fortalecendo a infraestrutura escolar diante das mudanças climáticas.

Vinte e cinco escolas municipais localizadas em comunidades ribeirinhas de Manaus receberam melhorias nos sistemas de água, saneamento e higiene por meio de uma iniciativa do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), em parceria com o Instituto Aegea, a ADRA Noroeste e a Secretaria Municipal de Educação (SEMED).

 

Os resultados do projeto foram apresentados durante uma visita institucional realizada na sexta-feira (30 de outubro), na Escola Municipal Professor Manuel da Silva Bahia, localizada na Comunidade do Pagodão, no Paraná de Anavilhanas, às margens do Rio Negro.

 

Representantes das instituições envolvidas, integrantes da comunidade escolar, pais e estudantes acompanharam a apresentação das soluções implantadas. Entre os participantes estavam a chefe do Escritório do UNICEF em Manaus, Rayanne França, e o presidente do Instituto Aegea, Édison Carlos.

 

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As intervenções buscam ampliar o acesso à água potável e ao saneamento em unidades de ensino situadas às margens dos rios Negro e Amazonas. Nessas localidades, os períodos de estiagem severa podem dificultar ainda mais o abastecimento e as condições de higiene.

 

Ao todo, 21 escolas receberam sistemas de bombeamento de água movidos a energia solar. Outra unidade foi equipada com estrutura para captação de água da chuva, enquanto três passaram a contar com biodigestores.

 

As soluções beneficiam aproximadamente mil estudantes e 120 gestores e técnicos da educação. A proposta é melhorar as condições de funcionamento das escolas e prepará-las para enfrentar os impactos das mudanças climáticas.

 

Segundo Rayanne França, garantir água, saneamento e higiene no ambiente escolar é fundamental para assegurar o direito à educação. Ela destacou que a infraestrutura adequada contribui para a frequência dos alunos e para melhores condições de aprendizagem, especialmente nas comunidades ribeirinhas.

 

Édison Carlos também ressaltou a importância da iniciativa para ampliar o acesso à infraestrutura básica em regiões que enfrentam dificuldades de abastecimento e saneamento.

 

SAÚDE MENSTRUAL E FORMAÇÃO DAS EQUIPES

 

Além das melhorias estruturais, o projeto inclui ações voltadas à equidade de gênero e à inclusão. Entre elas está a distribuição de absorventes menstruais, com o objetivo de oferecer melhores condições para que meninas cuidem da saúde menstrual e participem das atividades escolares com dignidade e segurança.

 

Professores, gestores, técnicos municipais e equipes locais também recebem orientações práticas sobre utilização, operação e manutenção dos sistemas instalados. A medida busca fortalecer a capacidade das próprias comunidades escolares de conservar as estruturas ao longo do tempo.

 

A implementação conta ainda com articulação de instituições como o Governo do Amazonas, o Conselho da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Tupé, o Mosaico do Baixo Rio Negro, a Fiocruz Amazônia e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

 

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A iniciativa está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas, especialmente os relacionados à educação de qualidade, água potável e saneamento, energia limpa e combate às mudanças climáticas. 

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