Ao Metrópoles, nutricionista revela por que esta proteína pode ser a escolha ideal para quem busca sabor, saúde e economia no prato
Pouco valorizada nas gôndolas dos supermercados e açougues, a moela de frango tem conquistado espaço no prato de quem busca alternativas à carne bovina — seja pelo preço, seja pelos benefícios nutricionais. Em entrevista ao Metrópoles, o nutricionista Guilherme Lopes destaca os motivos para dar uma chance a essa víscera saborosa e nutritiva.
De acordo com o profissional, a moela é uma escolha estratégica em tempos de alta no preço da carne vermelha. “A moela de frango é uma opção mais acessível economicamente e, apesar do baixo custo, é rica em nutrientes”, explica Lopes. “Ela fornece proteínas de alta qualidade, vitaminas do complexo B e minerais como ferro e zinco, sendo uma alternativa nutritiva e saborosa para substituir cortes bovinos.”
Além do preço, a moela se destaca pelos benefícios à saúde. “Ela tem alto teor proteico, o que favorece a manutenção e o ganho de massa muscular. A presença de ferro ajuda na prevenção da anemia, e as vitaminas do complexo B favorecem a saúde do sistema nervoso e o metabolismo energético”, afirma o especialista do Grupo Mantevida. Por ser uma carne magra, ainda pode ser incluída em dietas voltadas ao controle de peso.
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Para quem quer começar a incluir a moela na alimentação, as possibilidades são muitas. “Ela pode ser preparada cozida, grelhada ou refogada. Vai bem como prato principal, acompanhada de legumes, ou em receitas como farofas e risotos”, orienta Lopes. O segredo está no preparo: “É importante higienizar bem antes do preparo e cozinhar até que fique macia, garantindo sabor e segurança alimentar.”
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Apesar de ser segura para a maioria das pessoas, a moela exige atenção em alguns casos. “Indivíduos com gota ou ácido úrico elevado devem moderar o consumo, pois vísceras contêm purinas, que podem agravar a condição. Pessoas com colesterol alto também devem consumir com moderação, já que, embora tenha menos gordura que cortes bovinos gordurosos, ainda possui colesterol na composição”, alerta o nutricionista. E, claro, nada de consumir malcozida: “Evitar o consumo cru ou malcozido é fundamental para prevenir riscos de contaminação alimentar.”
Fonte: Metrópoles