A atuação do órgão tornou-se alvo de críticas de organizações de direitos humanos, que apontam abordagens consideradas agressivas
Moradores de Minneapolis, no estado de Minnesota, saíram às ruas para protestar contra ações do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) durante operações migratórias na cidade. As manifestações ocorreram após a morte da cidadã norte-americana Renee Nicole Good, de 37 anos, baleada por um agente do ICE durante uma abordagem.
Durante os protestos na manhã desse sábado (24), Alex Jeffrey Pretti, um cidadão americano de 37 anos, foi morto a tiros por agentes do ICE. Ele era enfermeiro e atuava na UTI do sistema de saúde para veteranos de guerra dos EUA. Na sexta-feira (23), centenas de empresas em todo o estado fecharam as portas e moradores suspenderam atividades cotidianas como parte de uma greve geral convocada pelos organizadores do “Dia da Verdade e da Liberdade”.
A mobilização incluiu um apagão econômico, momentos de oração e manifestações públicas, em resposta ao clima de medo provocado pelo aumento das ações do ICE na região.
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Os protestos se intensificaram após a morte de Renee Good, morta a tiros por um agente do ICE no início do mês em Minneapolis, e a detenção de um menino de cinco anos durante uma operação contra imigrantes nesta semana.De acordo com informações da imprensa local, Renee foi atingida dentro do próprio veículo durante uma operação realizada por agentes da imigração. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram o momento em que agentes tentam abrir a porta do carro e, em seguida, disparam contra a motorista quando o veículo começa a se mover. Testemunhas relataram que os agentes ordenavam que ela saísse do automóvel.
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A porta-voz do Departamento de Segurança Nacional, Tricia McLaughlin, afirmou que os agentes realizavam uma ação direcionada e que o disparo ocorreu de forma defensiva, após a mulher supostamente tentar atropelar policiais. A versão oficial foi contestada por autoridades locais e por lideranças políticas.
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