Manifestações contra o custo de vida ocorreram em diversas cidades neste sábado (31); autoridades registraram 320 mil participantes em todo o país
Milhares de pessoas foram às ruas da França neste sábado (31) para participar de uma nova onda de manifestações contra o aumento do custo de vida, a desigualdade social e as condições dos serviços públicos. Em Paris, os atos terminaram com confrontos entre grupos de manifestantes e forças policiais, que utilizaram gás lacrimogêneo para dispersar os participantes.
De acordo com o Ministério do Interior francês, aproximadamente 320 mil pessoas participaram das mobilizações em todo o país, sendo cerca de 70 mil na capital. Já organizações estudantis e sindicais estimaram a presença de quase 500 mil manifestantes, incluindo 200 mil em Paris.
Esta foi a terceira semana consecutiva de protestos nacionais. O movimento reúne estudantes, sindicatos e integrantes dos chamados Coletes Amarelos, grupo que ganhou notoriedade em 2018 durante manifestações contra os impostos sobre combustíveis e o aumento do custo de vida.
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Em Paris, milhares de pessoas percorreram ruas da região leste da cidade. Ao final do trajeto, grupos vestidos de preto e com os rostos cobertos arrancaram pedras do calçamento e lançaram objetos contra policiais. Pelo menos um artefato incendiário também foi arremessado contra as forças de segurança.
A polícia respondeu com gás lacrimogêneo e avançou contra os manifestantes para dispersar os grupos envolvidos nos confrontos. Situações semelhantes foram registradas em outras cidades, como Lyon, Toulouse e Marselha, onde agentes utilizaram diferentes equipamentos de controle de multidões.

Foto: Divulgação
As autoridades mobilizaram aproximadamente 70 mil policiais e integrantes das forças de segurança em todo o território francês. A operação foi reforçada após os episódios de violência registrados em 17 de outubro, quando manifestações anteriores foram acompanhadas por saques, incêndios e danos a estabelecimentos comerciais e prédios públicos.
Além das questões econômicas, os participantes também apresentaram reivindicações relacionadas à educação, à desigualdade e à liberdade de manifestação. O movimento ganhou novas pautas após denúncias de violência policial e críticas às restrições impostas aos trajetos dos protestos.
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Os organizadores e entidades estudantis já indicaram a intenção de manter a mobilização nos próximos dias, com possíveis bloqueios de escolas e universidades e novas manifestações. A onda de atos ocorre em um cenário de tensão política na França, a menos de seis meses das eleições presidenciais previstas para 2027.