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PT avalia apoiar CPI do Banco Master na Câmara e descarta ampliar investigação para CPMI
Foto: Reprodução

O Partido dos Trabalhadores discute apoiar a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Banco Master, proposta apresentada pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSD-DF) na Câmara dos Deputados.

 

A iniciativa surge como alternativa a outros pedidos em tramitação no Congresso, especialmente propostas de criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) defendidas pela oposição.

 

Parlamentares petistas avaliam que a CPI apresentada por Rollemberg mantém o foco restrito às operações envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB), evitando que a investigação se transforme em uma disputa política mais ampla, sobretudo em um ano eleitoral.

 

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Rodrigo Rollemberg é ex-governador do Distrito Federal e opositor do atual governador Ibaneis Rocha (MDB). Para integrantes do PT, a proposta apresentada pelo deputado tem maior objetividade e reduz o risco de desgaste político.

 

— O objetivo não pode ser desestruturar a democracia. A CPI do Rollemberg coloca o dedo na ferida da questão do Banco Master — afirmou o deputado Rogério Correia.

 

Segundo o parlamentar, o posicionamento oficial do partido deverá ser debatido nesta terça-feira, em reunião que também marcará a troca da liderança do PT na Câmara. O deputado Pedro Uczai assumirá o posto atualmente ocupado por Lindbergh Farias.

 

A avaliação interna do partido é de que a CPI protocolada na Câmara tem maior chance de avançar sem se tornar um palanque político contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

Dirigentes petistas argumentam que já existem investigações em andamento conduzidas por órgãos de controle, como a Polícia Federal e o Banco Central, e que a multiplicação de comissões poderia fragmentar os trabalhos e ampliar o desgaste político. No Senado, o senador Rogério Carvalho também defende que eventuais CPIs cumpram rigorosamente o objeto para o qual forem criadas.

 

— A CPI tem que cumprir a missão para a qual foi criada. Já há elementos suficientes para fechar um relatório e apresentar à sociedade. Não faz sentido ficar prorrogando apenas para transformar isso em palanque político — afirmou.

 

O pedido de CPI apresentado por Rollemberg foi protocolado nesta segunda-feira com 201 assinaturas, incluindo parlamentares do PT. A comissão pretende investigar operações financeiras que somam cerca de R$ 12 bilhões, envolvendo títulos e carteiras de crédito considerados sem lastro ou de qualidade duvidosa, adquiridos pelo BRB junto ao Banco Master.

 

Rollemberg sustenta que não há impedimento regimental para a instalação da CPI, uma vez que nenhuma comissão do tipo está em funcionamento atualmente na Câmara. O pedido agora aguarda despacho da Presidência da Casa para leitura em plenário e início do processo de instalação.

 

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Enquanto isso, o governo federal mantém postura de neutralidade. Integrantes do Palácio do Planalto afirmam que as investigações conduzidas por órgãos de Estado seguem em andamento e reforçam que cabe ao Parlamento decidir sobre a abertura ou não da CPI.  

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