PT usará caso Master para atacar mercado financeiro e reforçar bandeiras de campanha de Lula
O PT deve aprovar ainda na quinta-feira (29) uma resolução que usa o caso Banco Master para reforçar as críticas do partido ao mercado financeiro. O texto, ao qual a reportagem teve acesso, também defenderá a tarifa zero no transporte público e a redução da jornada de trabalho, dois temas que deverão aparecer na campanha de reeleição do presidente Lula.
"Os escândalos financeiros, como o do Banco Master e outros, que expõem a corrupção e a promiscuidade entre parte do mercado e o crime organizado", afirma a proposta de resolução que deverá ser aprovada, "revelam que a disputa em curso é estrutural" -o texto menciona outros fatores, como "a permanente ofensiva da extrema direita".
O partido deverá afirmar que a disputa política atual "trata-se do enfrentamento entre um projeto que defende a democracia e o desenvolvimento com soberania e justiça social e um projeto que busca subordinar o Estado brasileiro aos interesses do capital financeiro, das plataformas digitais sem controle democrático e de uma agenda autoritária".
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O escândalo do Banco Master envolve operadores do mercado e da política. O dono do banco, Daniel Vorcaro, ficou preso por 12 dias no ano passado e agora é monitorado por tornozeleira eletrônica.

Foto:Reprodução
O caso ganhou relevância depois de o Banco Central barrar a compra do Master pelo BRB, banco estatal de Brasília. As perdas para a empresa do governo do Distrito Federal podem chegar a R$ 5 bilhões, de acordo com um dos depoimentos dados à investigação. Na resolução debatida pelo PT, as críticas ao mercado financeiro aparecem em diferentes momentos.
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"A disputa eleitoral que se aproxima não será apenas entre candidaturas, mas entre projetos antagônicos: de um lado, o projeto democrático, popular e soberano que recolocou o povo no centro das decisões do Estado; de outro, o projeto autoritário, excludente e subordinado aos interesses do capital rentista e da extrema direita global, representado pelo bolsonarismo, independentemente de quem venha a ser seu porta-voz nas urnas", afirma o documento em discussão.