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Putin agradece soldados norte-coreanos e Kim Jong-un após
Foto: Reprodução

O presidente russo, Vladimir Putin, agradeceu nesta segunda-feira (28) o líder norte-coreano Kim Jong-un e os soldados norte-coreanos pela participação na ofensiva que levou à liberação da região de Kursk. Moscou anunciou a retomada da área, mas a Ucrânia afirma que os combates continuam na região russa, localizada perto da fronteira.

 

O presidente russo elogiou o "heroísmo, o alto nível de treinamento e a dedicação dos soldados norte-coreanos" que, segundo ele, "participaram ativamente" dos combates na região de Kursk e "defenderam nossa pátria como se fosse deles". Mais de 4 mil soldados norte-coreanos já teriam morrido nos confrontos entre russos e ucranianos. 

 

"O povo russo nunca se esquecerá das conquistas dos combatentes das forças especiais norte-coreanas", acrescentou Putin. Ele disse estar "convencido" de que as relações entre Moscou e Pyongyang "continuarão a se fortalecer com sucesso, de maneira dinâmica e em todas as frentes". 

 

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Em um comunicado divulgado pelo Kremlin, Putin também elogiou "os amigos norte-coreanos que agiram guiados pelo sentimento de solidariedade, justiça e verdadeira camaradagem. Somos sinceramente gratos ao camarada Kim Jong-un e ao povo norte-coreano", acrescentou. 

 

Neste sábado (26), o chefe do Estado-Maior do Exército russo, Valery Gerasimov, garantiu que a Rússia havia retomado a região de Kursk, onde as forças ucranianas entraram em agosto de 2024. 

 

Ele prestou homenagem em particular ao "heroísmo" dos soldados norte-coreanos que lutam pela Rússia. Esta é a primeira vez que Moscou reconheceu a participação do país no conflito.

 

A Coreia do Norte também confirmou nesta segunda-feira a presença de um contingente no país, com o objetivo de participar das "operações para libertar as áreas de Kursk", como parte do acordo de defesa mútua entre os dois países. 

 

A agência de notícias estatal KCNA confirmou que "subdivisões" das "Forças Armadas" norte-coreanas "participaram das operações para libertar as áreas ocupadas de Kursk". O comunicado ainda ressalta que o "esforço de guerra" dos soldados "foi concluído com sucesso". 

 

"Aqueles que lutaram por justiça são todos heróis e representantes da honra da pátria", disse o líder norte-coreano Kim Jong-un, segundo a KCNA. Ele acrescentou que um monumento comemorando as "façanhas da batalha" será erguido em breve na capital Pyongyang. 

 

Já o Ministério da Defesa sul-coreano denunciou uma violação das resoluções do Conselho de Segurança da ONU. "Ao reconhecê-lo oficialmente, (o Norte) admitiu seus próprios atos criminosos", declarou o porta-voz do ministério, Jeon Ha-kyou.

 

Questionada sobre o reconhecimento oficial por Pyongyang do envio de forças norte-coreanas à Rússia, a China reiterou que sua "posição sobre a questão da crise ucraniana é coerente e clara", durante uma coletiva de imprensa do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun.

 

Pequim regularmente pede negociações de paz e o respeito à integridade territorial de todos os países, incluindo a Ucrânia. No entanto, nunca condenou a Rússia e tem fortalecido suas relações econômicas, diplomáticas e militares com o país desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022.

 

Há vários meses, Kiev, o governo sul-coreano e os países ocidentais denunciam a participação de milhares de soldados norte-coreanos na guerra, o que Moscou e Pyongyang nunca haviam confirmado ou negado.

 

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A Rússia e a Coreia do Norte assinaram um acordo de parceria estratégica conjunta em junho de 2024 que prevê ajuda militar "mútua" em caso de ataque a um dos dois países.

 

Fonte:Terra

 

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