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Quadrilha aluga casa em condomínio e cava túnel para furtar combustível de oleoduto no Distrito Federal. VEJA VÍDEO
Foto: Divulgação

Operação da PCDF revelou esquema clandestino que desviou cerca de 100 mil litros de combustível e colocou moradores em risco

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) desarticulou um esquema criminoso que utilizava uma casa alugada em um condomínio de Ceilândia (DF) para furtar combustível diretamente de um oleoduto da Petrobras. A ação foi descoberta durante a Operação Estige, deflagrada na sexta-feira (5).

 

De acordo com as investigações, o imóvel foi alugado há cerca de três meses e servia como base para a escavação de um túnel clandestino que dava acesso à tubulação subterrânea. A partir desse ponto, o grupo realizava o desvio ilegal de combustível.

 

Somente nesta semana, os criminosos teriam conseguido furtar aproximadamente 100 mil litros de combustível, segundo estimativas da polícia.

 

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A operação apontou ainda que a atividade representava alto risco para a população local. Em caso de vazamento ou explosão, áreas residenciais em um raio de até três quilômetros poderiam ser atingidas, conforme alerta de especialistas da Transpetro.

 

Além do prejuízo econômico e do impacto ambiental, os investigadores destacam que havia risco de desabastecimento em cadeia, podendo afetar o fornecimento de combustíveis em diferentes estados, como Goiás, Minas Gerais e São Paulo.

 

O delegado responsável pelo caso, Fernando Fernandes, afirmou que o grupo também poderá responder por crimes relacionados à incolumidade pública e ao risco ambiental, além do furto qualificado.

 

Durante a operação, quatro suspeitos foram inicialmente presos, mas após análise das investigações, a polícia concluiu que três deles teriam participação direta no esquema criminoso. Um dos detidos já possuía antecedentes por tentativa anterior de furto de combustível no Distrito Federal.

 

Os investigados podem responder por furto qualificado, associação criminosa, crime ambiental e crime contra a incolumidade pública, com penas que, somadas, podem chegar a até 20 anos de prisão, conforme apuração da polícia.

 

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O nome da operação, Estige, faz referência à mitologia grega e ao rio do submundo, simbolizando a natureza subterrânea e oculta da ação criminosa. 

 

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