Vasos e pratos de plantas, garrafas e outros recipientes que podem acumular água correspondem a 42,3% dos criadouros identificados
Quase metade dos municípios brasileiros avaliados pelo Ministério da Saúde está em situação de alerta ou risco para a presença do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika. O levantamento divulgado pela pasta aponta que 49,2% dos 3.732 municípios que enviaram dados apresentaram índices preocupantes.
Os números fazem parte do segundo ciclo do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), realizado entre maio e agosto deste ano. A ferramenta permite identificar os principais locais de reprodução do mosquito e ajuda as autoridades a direcionarem ações de prevenção e combate nas regiões consideradas mais vulneráveis.
A maior parte dos criadouros encontrados está em recipientes presentes no dia a dia das residências. Vasos e pratos de plantas, garrafas e outros objetos que acumulam água representam 42,3% dos focos. Em seguida aparecem caixas-d'água e tonéis, com 26,1%, além de pneus e resíduos sólidos, que correspondem a 23% dos criadouros identificados.
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O cenário varia entre as regiões do país. No Norte, pneus e resíduos sólidos concentram a maior parte dos focos, enquanto no Nordeste predominam recipientes utilizados para armazenamento de água. Já no Sudeste, Sul e Centro-Oeste, os principais criadouros estão relacionados a vasos, pratos de plantas, garrafas e outros recipientes.
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Apesar do alerta sobre a presença do mosquito, o Brasil registra queda nos casos das principais arboviroses em 2026. Até 26 de setembro, foram contabilizados 470,5 mil casos prováveis de dengue, cerca de 70% a menos que os 1,5 milhão registrados no mesmo período de 2025. O Ministério da Saúde reforça, porém, que a eliminação de recipientes com água parada deve continuar, especialmente com a aproximação do período de maior risco de proliferação do mosquito.