NOTÍCIAS
Qualidade de Vida
Quatro testes simples podem indicar como estará sua saúde física no futuro
Foto: Reprodução

Eles não podem garantir a saúde futura, mas podem indicar a trajetória em que você está

Você já parou para pensar em como quer estar fisicamente daqui a dez anos? Que tipo de atividades pretende continuar fazendo? Caminhar longas distâncias, viajar, brincar com os netos ou simplesmente levantar do chão sem dificuldade podem parecer coisas banais hoje, mas dizem muito sobre como será o envelhecimento.

 

Embora não exista uma forma exata de prever o futuro da saúde, especialistas afirmam que alguns testes simples ajudam a medir força, condicionamento cardiovascular e equilíbrio — fatores diretamente ligados à longevidade e à independência na velhice.

 

— Nunca é cedo demais para começar a se preparar para os anos mais avançados da vida — afirma Stuart Phillips, professor de cinesiologia da Universidade McMaster, no Canadá. Segundo ele, a perda de força e massa muscular faz parte do envelhecimento, mas começar a treinar antes funciona como “dinheiro guardado no banco”.

 

Veja também

 

Você sabia? Alimento 'imortal' desafia a ciência, não estraga nunca e pode durar séculos. VEJA

 

Exercícios físicos ajudam a reduzir efeitos do tratamento do câncer e aumentam sobrevida

E o recado é animador: nunca é tarde. Estudos mostram que até pessoas com mais de 90 anos conseguem ganhar força e melhorar a funcionalidade com atividades leves e regulares.

 

Confira abaixo quatro testes simples que podem ser feitos em casa e que ajudam a indicar como está sua condição física atual — e o que pode ser melhorado.

 

SENTAR E ELEVANTAR DO CHÃO

 

Sentar e levantar: o teste simples que prevê se você poderá ter uma vida  longa pela frente | VEJA

 

Esse teste avalia força, potência, equilíbrio e flexibilidade. A proposta é simples: sair da posição em pé, sentar no chão e depois levantar, usando o mínimo de apoio possível. Desenvolvido pelo médico Claudio Gil Araújo, da Clinimex, o teste também é considerado um indicador de risco de mortalidade.

 

Em um estudo com mais de 4 mil pessoas entre 46 e 75 anos, quem obteve nota 4 ou menos apresentou taxa de mortalidade quase quatro vezes maior do que aqueles que alcançaram a pontuação máxima de 10. O principal motivo foi o maior risco de quedas.

 

A pontuação começa em 10 pontos e diminui a cada apoio usado com mãos, joelhos ou pernas, além de perdas de equilíbrio. Adultos entre 30 e 40 anos devem buscar nota máxima. Acima dos 60 anos, nota 8 já é considerada excelente.

 

VELOCIDADE DA CAMINHADA

 

Caminhar mais rápido pode diminuir risco de desenvolver diabetes tipo 2,  diz estudo | CNN Brasil 

 

A forma e a velocidade com que uma pessoa caminha dizem muito sobre sua saúde geral. Segundo a professora Jennifer Brach, da Universidade de Pittsburgh, a velocidade da marcha é um dos indicadores mais importantes da capacidade funcional e da vitalidade.

 

Para medir, basta caminhar quatro metros em ritmo normal e cronometrar o tempo. O ideal é atingir pelo menos 1,2 metro por segundo, o que corresponde a pouco mais de três segundos no total. Uma redução nesse ritmo pode indicar problemas cardiovasculares, musculares, neurológicos ou de equilíbrio.

 

FORÇA DE PREENSÃO DAS MÃOS

 

mão apertando uma bola de estresse no fundo branco 10098737 Foto de stock  no Vecteezy

 

A força das mãos também está ligada à longevidade e à independência. Ela reflete o nível de atividade diária da pessoa e é essencial para tarefas simples, como carregar compras, abrir portas ou cozinhar.

 

Em casa, uma forma prática de testar é o chamado farmer’s carry: caminhar por 60 segundos segurando pesos em cada mão. Especialistas sugerem pesos maiores para pessoas mais jovens e menores para idosos, sempre respeitando os limites do corpo e interrompendo em caso de dor.

 

EQUILÍBRIO EM UMA PERNA SÓ 

 

Manter o equilíbrio em uma perna ajuda a avaliar a saúde ao envelhecer

Fotos: Reprodução

 

O equilíbrio tende a diminuir com a idade e está diretamente ligado ao risco de quedas, uma das principais causas de morte em idosos. O teste é simples: ficar em pé apoiado em apenas uma perna por pelo menos 10 segundos.

 

Um estudo mostrou que 20% das pessoas entre 51 e 75 anos não conseguiram completar o teste, grupo que apresentou risco 84% maior de morrer nos anos seguintes. O teste pode ficar ainda mais desafiador ao ser feito de olhos fechados.

 

Especialistas alertam que esses testes não preveem o futuro com precisão absoluta, mas funcionam como sinais de alerta. A boa notícia é que força, condicionamento físico e equilíbrio podem ser melhorados com exercícios regulares — e, à medida que melhoram, o risco de problemas graves diminui.

 

Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no FacebookTwitter e no Instagram.

Entre no nosso Grupo de WhatAppCanal e Telegram 

 

Cuidar do corpo hoje pode ser a diferença entre envelhecer com limitações ou com autonomia e qualidade de vida. 

LEIA MAIS
DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Mensagem:

Copyright © 2013 - 2026. Portal do Zacarias - Todos os direitos reservados.